Um jovem, a moda e uma marca. Conheça João Zunino

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Sempre vemos e incentivamos marcas e projetos de jovens. Além de serem o futuro, as coisas, os pensamentos e as ações são completamente diferentes de marcas que estão comemorando décadas. Criar uma marca nos dias de hoje é diferente de inserir um conceito atual em uma marca que já existe faz um bom tempo. Começar do zero representa muito e dá a real identidade ao novo. Joao Zunino é uma ótima prova disso. Uma marca que pensa – totalmente – fora dos padrões pré estabelecidos e vem alcançando bons resultados com as suas ações no mundo da moda.
Um mercado que é conhecido, também, pelo seu ciclo fechado está tendo esse muro invisível derrubado por creators como João. Em busca do novo, do exclusivo e do atual, ele está vestindo e ensinando a vestir a moda, da maneira dele, como ele quer. Sua marca é reconhecida pelos tecidos diferenciados e suas combinações mais exóticas.
Tem vontade de ter sua própria marca ou abrir qualquer tipo de startup? O maior passo e degrau a subir é utilizar sua criatividade e força de vontade a seu favor. Conheça um pouco sobre João e como ele fundou a sua própria empresa:
Como funciona o seu processo criativo?
Eu estou sempre ligado na internet. Acho que isso é o mais importante. Quando a gente tá ligado no que acontece no mundo, nosso “mindset “caminha de acordo com o que está acontecendo e então vem o feeling do futuro. Porque a moda é o que vão usar. Feito isso, que é 50% parte do processo, eu vou atrás dos materiais que são o “hit” do momento. Depois dos materiais definidos, vou atrás das modelagens. Agora, por exemplo, estão em alta as roupas esportivas e a alfaiataria oversized. Então misturo materiais com modelagens e praticamente está pronto. Acho o setor têxtil para roupas muito pobre no Brasil para o que eu preciso, então o jeito é fuçar os materiais pra calçados/bolsas mas que eu readapto pras roupas. Eles são mais exóticos e extravagantes, que é a cara da marca.

De onde veio sua vontade de ter a própria marca?
Eu criei a cerca de 4 anos pra Of-ficium, que é a marca da minha mãe. É um perfil totalmente diferente do meu. É uma mulher mais conservadora, de mais idade, poderosa e decidida. Não combinava comigo. Até que quando aprendi bastantes coisas (costura, modelagem, propriedades de cada tecido, estamparia etc) eu pensei “por que não criar uma marca pras gay?” É um tipo de produto que não existe no mercado. Quer dizer, existe. Mas as roupas pros gays são muito restritas. Ou é pra gay no armário ou é camiseta com escrita engraçada. Não tinha roupa chamativa pro gay que queria causar com qualidade, irreverência e exclusividade. Foi basicamente isso porque eu quis começar.

Como é “sustentar” uma marca no cenário econômico brasileiro?
É muito trabalhoso, mas vale a pena. Acho que o momento de crise é importantíssimo na história de qualquer país, pois nos faz repensar todas as ações que tomamos e treina a nossa mente para não pisar em falso. A crise é um momento pra repensar como a gente investe, gasta e ganha. Eu não vejo como 100% ruim. Tem seus prós e contras. Mas não adianta ver como o fim do mundo se não o mundo cai mesmo. Tem que ser positivo e se o teu negócio não estiver dando certo, é hora de reestruturar.

Qual a importância dos Influencers para uma marca?
Acho que já foi o tempo deles. Quem era “blogger” em meados de 2010 e continuou ficou famoso e virou “personalidade da moda” hoje, tipo a Thassia Naves. Mas hoje as marcas estão voltadas pra outras ações de marketing e meios de divulgação.
Qual a melhor e a pior parte de ter uma marca?
É o conhecimento que se ganha. É deixar o cliente feliz. É saber que algo que eu criei deixou a noite dele diferente, que elogiaram o que ele estava usando.
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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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