INCubadora: Música, diversidade, talento e respeito

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A Música Eletrônica talvez seja um dos segmentos musicais que mais sofre pela crítica, tanto positiva quanto negativa. Um segmento divido por pólos, clubs e núcleos, porém, todos esses tem uma coisa em comum: fazer as pessoas felizes através da música. A música eletrônica já foi considerada por muitos um antro de perdição – o próprio Fabrício Peçanha nos relatou em uma entrevista que as festas que ele produzia tinha como público pessoas alternativas, atores, travestis, entre outros tipos de público -, porém, hoje ela já está cada vez mais sendo respeitada e encarada como Música. Afinal, também é preciso profissionais competentes, produtores e principalmente amor e estudo.

Tivemos o privilégio de conhecer um núcleo que tem todas essas essências e um plus: a vontade de fazer acontecer, de explanar a e-music pelo Brasil. O nome do núcleo é INCubadora e se situa em Joinville, Santa Catarina. Recentemente tivemos contato direto com o mesmo, pois escolhemos eles para produzirem a festa de 4 anos desse site que você está lendo essa matéria. E deu muito certo. Preparo, maturidade, bom gosto e música de primeira transformaram aquela noite em algo único, que nunca vimos. Já circulei por muitos clubs e projetos mas nunca tinha presenciado tamanha entrega. Ah, antes de ler a entrevista confira algumas fotos e veja como foi a festa de 4 anos do Explosive Box:

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A INCubadora nasceu de uma necessidade ou de uma paixão?
Desde o surgimento até o fim, será paixão. Nosso intuito com esse projeto é proporcionar música boa em locais que nos permitem estabelecer uma relação intimista entre o DJ e o público.

Como foi a idealização do projeto?
O ponta pé inicial começou com o Matheus Machado, que tirou nosso sonho do papel e criou a INCubadora Project. Após uma ou duas semanas, nosso outro idealizador, Otávio Huzjan, se juntou ao time. A ideia de trazer algo novo para a cidade sempre nos agradou. É um desafio que está sendo bem prazeroso para nós.

As nossas duas primeiras edições foram essenciais para que a INCubadora nascesse de fato. Foram os momentos que fizemos nosso nome. As duas edições da “Inc Room” aconteceram em um “mini castelo”, no meio do mato, literalmente. Trabalhamos no formato Open Bar e Open Food, para os 150 convidados que se fizeram presentes. Reunimos pessoas das mais variadas faixas etárias e classes sociais. Foi gratificante! Não esperávamos que seria assim.

Depois da segunda edição nós tivemos que encarar a realidade. A casa não tinha alvará e não conseguiríamos mais realizar os eventos lá. Foi aí que um dos DJ’s do projeto, que sempre esteve conosco, Bruno Polippo, entrou para o time. Montamos uma equipe de mais ou menos 20 pessoas, e passamos a realizar nossos primeiros eventos aberto ao público, numa casa noturna chamada Porão da Liga, no centro de Joinville. Nessa edição, o evento bombou e mais de 300 pessoas ficaram de fora. Não tinha mais espaço! De lá pra cá, continuamos realizando um evento por mês no mesmo local. Atualmente, estamos em busca de locais diferentes para expandir ainda mais o projeto.

O que vocês pretendem com o projeto?
Suprir a carência de festas eletrônicas conceituais na cidade de Joinville. Nossa principal motivação é a busca por algo novo. Seja no ambiente, na música e no conteúdo artístico como um todo.

Quais as principais metas?
Primeiramente, podemos dizer que seria a realização de um sonho. Como objetivo principal, temos por abrir o nosso próprio local. A casa da INCubadora.

Quem vocês sonham em ver tocando no projeto?
São incontáveis as opções. Mas com certeza sonhamos em, um dia, trazer nomes como: Marco Carola, Richie Hawtin, Dubfire, Dixon, etc.

Pretendem levar a festa para outros estados?
Com certeza! Inclusive, já fechamos parcerias com outros núcleos e casas bem conceituadas no estado de Santa Catarina. Tendo a oportunidade para que possamos apresentar nosso trabalho, estaremos lá.


É sempre um prazer dissiminar a boa música eletrônica. Saiba mais sobre a INC clicando aqui.

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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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