Box e-Music: Lookalike

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Talvez você não conheça esse duo entrevistado, mas te garanto, você deveria conhecer. Lookalike é um duo de música eletrônica, residente de um dos maiores clubs do Brasil e recentemente, contratados da D. Agency. Tudo isso não é por acaso, são mais de 10 anos de dedicação pela arte de fazer uma boa música e transmitir toda sua energia e talento pelas caixas de som.

O duo composto pelos gêmeos Guilherme e Diego Carrão tem um som maduro, uma presença de palco de hipnotizar e adjetivos de dignos artistas: dançante, pulsante e vibrante. O sucesso pode ser notado nos clubs pelos quais eles já se apresentaram, como Warung e Warung Day Festival, Beehive – onde residem -,entre outros inúmeros clubs. Pois é… acho que realmente está na hora de você adicionar eles na sua lista, ou melhor, na sua playlist.


Conversamos com o duo sobre assuntos atuais, carreira e produção. Um papo super interessante para quem gosta de música eletrônica:

Com cerca de dez anos envoltos pelo mercado da e-music, como se interessaram e tiveram o primeiro contato com o djing, e depois na produção, quais ambas etapas tiveram de adversidades?

Tivemos o primeiro contato com DJ’s e música eletrônica quando ainda estávamos no ensino médio. Como sempre estávamos com amigos mais velhos, inevitavelmente acabamos caindo na balada de forma mais precoce do que normalmente se vê. Com essa frequência de noitadas desde cedo, acabamos fazendo muitos amigos nas festas e clubs que frequentamos, então logo começamos a frequentar festas que tocavam apenas música eletrônica, e assim, o interesse em aprender a discotecar e tudo que envolve o mundo DJing.
Com a produção musical foi diferente. Música sempre fez parte das nossas vidas, desde pequenos. Tínhamos uma banda de garagem e arranhávamos algumas músicas na guitarra e no contra-baixo. Então, nesses dez anos tocando em vários lugares e participando dos bastidores da Bee, foi inevitável termos interesse em aprender tudo que envolvia a produção musical. Aos poucos estamos estudando e aprimorando o nosso conhecimento nessa área, logo terão mais novidades sendo lançadas!

Numa era digital, onde a imagem também vale muito, vocês mostram por si só que visam mostrar em primeira mão a música, a qual se deve sim toda a atenção. Como funciona o processo criativo de vocês?

O processo criativo do Lookalike funciona de forma bem natural. Realmente, focamos todas as nossas energias para as questões musicais e não priorizamos o lance visual. Acreditamos que no mercado que atuamos, não existe uma necessidade súbita em investirmos em fotos e promoções visuais. Hoje o foco de investimentos na nossa carreira são praticamente 100% destinados a música, seja na compra de músicas para tocarmos nas nossas gigs, seja investindo em equipamentos para o studio, ou até mesmo em cursos de produção musical, mas claro que as vezes, uma foto nova legal não faz mal. 😉

Com o crescimento da cena clubber no Brasil, mas também com a forte leva de núcleos independentes que ganham força dia a dia na sustentabilidade financeira, ainda mais na significativa movimentação de cultura do que engloba toda a e-music, o que vocês ditam como essencial na vida ativa desses núcleos? E de que forma participam deles como artistas e qual a visão sobre eles como empresários?

Pensamos que algumas medidas essenciais devem ser tomadas para a cena crescer de forma saudável e forte como um todo. Pensamos que cada núcleo deve entender o seu papel na cena, e atuar de forma limpa e favorável a um clima amistoso entre os outros núcleos que atuam na mesma região. Respeito a quem está a mais tempo e ousadia para inovar e criar novos produtos também são atitudes que consideramos positivas em prol do crescimento do mercado como um todo. Como artistas e formadores de opinião, procuramos dar uma atenção especial aos trabalhos realizados que admiramos, apoiando como pudermos na realização do evento e viabilizando a contratação do nosso projeto.

Pensando em um quadro de objetivos a serem conquistados, o que listariam como importantes passos a serem traçados e quais os planos para 2017 e nos próximos 3 anos?

Temos muitos objetivos profissionais. Mas se tivermos que listar três como principais, facilmente podemos dizer que queremos a evolução cada vez maior e cada vez mais consistente do nosso club. Se a Beehive estiver forte, tudo estará forte também. Pensamos que o club é a melhor forma de disseminar o que acreditamos para a cena e para o público. Não somente o que consome a Beehive mas que consome a cena como um todo. Também temos como meta irmos cada vez mais para dentro do studio, estudar… Termos mais conhecimento como músicos, não apenas produtores musicais. Acreditamos que isso é um diferencial hoje em dia em termos de produção de música eletrônica. Estamos buscando esse objetivo com calma e acreditando nos seus resultados. Alem disso, desbravar os melhores festivais e club’s brasileiros e do mundo que ainda não conhecemos sempre está na lista de metas!

Um ícone da música eletrônica que sonham em conhecer?

Difícil dizer nomes, são tantos. Podemos dizer que, como empresários, temos muito interesse em ter cada vez mais conhecimento sobre produção de eventos, criação de produtos e gestão de club, então também sonhamos em conhecer donos de club’s lendários e as personalidades que fazem a diferença atrás dos palcos. Como DJ’s, claro que sonhamos em conhecer muitos artistas, e mais ainda, sonhamos em tocar ao lado deles. Temos muita sorte da Beehive já ter nos proporcionado a honra e o prazer em dividir palco com alguns dos nossos ídolos, como Seth Troxler em novembro de 2014 e recentemente com Wolf+Lamb no aniversario de 10 anos da Beehive.

A track Life Change, para mim, resume o que é o Lookalike: dança, performance, presença de palco e ritmo. Como foi a criação da mesma? É um marco pra vocês?

Essa track representa bem a linha de som que acreditamos contagiar qualquer pista de dança, da mais ”inocente” até a mais experiente. Produzimos ela em conjunto com o DJ Darick György, que é super amigo nosso, e manda muito bem no studio. Iniciamos ela, depois mandamos para o Darick dar o toque dele, e o resultado foi bem legal. Tocamos ela no Warung pela primeira vez, e a resposta do público foi linda! Na Beehive ela funciona muito bem também. 🙂


Você pode conferir o som do Lookalike no Soundclound.

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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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