O 2º Colours Festival foi um completo sucesso

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Há 7 anos tendo idealizado uma das festas mais bem conceituadas do Sul do país, Francisco Bortolossi mostrou competência, visão e principalmente amor pela música eletrônica. Ano passado deu um ousado passo ao criar o primeiro festival da label, que diga-se de passagem foi um sucesso. Este ano porém, o que parecia ousado conseguiu superar todas expectativas possíveis, até dos mais otimistas apaixonados pela House Music.

Com um palco a mais e uma estrutura invejável o 2º festival da Colours foi um show de organização e pluralidade musical, com um público que mostrou por que o trabalho da label é tão sólido. Mais de 2000 pessoas frequentaram os palcos Cyan, Magenta e Full Colours. Algo que chamou a atenção foi a distribuição dos artistas pelos palcos, que não foram organizados por gênero ou estilo, o que fez com que o público circulasse por todos os stages e pudesse ter a experiência de curtir a vibe que cada um dos palcos tinha a oferecer. Com artistas internacionais como Gorge, Mat.Joe e Valesuchi, expoentes nacionais como Zopelar, Blancah, Boghosian e Illusionize, as lendas Mau Mau e Renato Cohen e um time de DJs locais que mostrou por que o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais evoluiu no cenário atual da música eletrônica, o festival teve sets brilhantes para todos os gostos.

Com esta quantidade de atrações e palcos, com certeza era impossível um só redator cobrir todos os artistas, mas tentei comprar o idealizado pela organização e circular por todos palcos, prestigiando um pouco de cada nesse marco para a música eletrônica no RS.


CYAN COLOURS

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James Camargo

James Camargo tem mostrado uma maturidade musical impressionante. Tal maturidade tem sido coroada com datas nos principais eventos do estado, e abrindo o palco Cyan não foi diferente. Com seu house envolvente e muito dançante, James fez o público do palco vibrar logo de inicio com tracks como ‘Something For Myself’ do Delano Smith e ‘Troublemaker’ do Archie Hamilton.

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Ciszak

Em sua tour pelo Brasil o gaúcho erradicado nos EUA Ricardo Ciszak marcou presença no festival com seu Tech House seguindo uma linha bem atual, assim como seus lançamentos na label Americana Dirty Bird. Não é à toa que ele caiu no gosto do labelboss Claude Von Stroke. Destaque para a track ‘Think’ em parceria com Mihalis Safras.


MAGENTA COLOURS

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Caio Busetti

Caio fez jus à sua residência da Colours. Com muita consistência e uma musicalidade fora do comum, mostrou que tem qualidade e que merece mais oportunidades dentro do estado. Tocando o remix do Da Capo para a faixa ‘Buya’ do Black Coffe, Caio emocionou a todos que estavam presentes, deixando a pista Magenta pronta para que o próximo artistas brilhasse ainda mais.

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Zopelar

Tendo seu trabalho cada vez mais solidificado, principalmente nos últimos dois anos, o paulista Pedro Zopelar se tornou uma referência no cenário nacional. Com um live que esbanja qualidade sem deixar de ser acessível ele encantou a todos, criando uma atmosfera em um dos melhores sets do festival. O momento ápice certamente se deu durante a execução de seu remix para ‘Would You?’ da banda paulista de rock eletrônico INKY.

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BLANCAh

O amadurecimento e crescimento musical de Patricia Laus ou simplesmente BLANCAh tem dado tantos frutos que às vesperas do lançamento de álbum ‘Nest’ este já tem gerado boa repercussão, tendo a trilha ‘Albratroz’ tocada por artistas como Hernan Cattaneo. Sua apresentação no festival se mostrou da mesma maneira: uma linha de techno melódica muito madura, feita para fechar os olhos, levantar as mãos e deixar a música te levar.

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Leo Janeiro

Misturando novos hits como o Remix Dj Koze de ‘Energy Flow’ do Mano Le Tough e ‘Secret Encounter’ do novo álbum Guy Gerber com lindos clássicos como o remix do Gui Boratto de ‘Baboul Hair Cuttin’ do Agoria, Leo Janeiro mostrou o por quê de suas residências em renomados clubes como Warung e Beehive e manteve a pista Magenta acesa do inicio ao fim do sua brilhante construção.

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Maria b2b Atrib

Um dos pontos chave para o crescimento da cultura eletrônica no estado é a quantidade de trabalhos diferentes e diferenciados tem surgido. Os representantes de Pelotas, Maria e Atrib, trouxeram no seu b2b um pouco da vibe minimalista que apresentam no seu projeto, o Crema. Quando o sol já ardia e todos achavam que a energia do mais comentado palco do festival já havia se esgotado a dupla botou suas ‘bolachas’ para rodar, mostrando que havia espaço para mais. O resultado foi que o público não arredou o pé até que todos equipamentos fossem desligados numa aula de música.


FULL COLOURS
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Olivers

O Olivers conhece muito bem o público da Colours, talvez por logo cedo o palco Full Colours já se mostrava agitado quando a dupla aquecia ao som de trilhas como ‘Flute’ do iO (Mulen).

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Illusionize

Um dos fenômenos da música eletrônica na atualidade, o jovem Illusionize deu ao público do main stage do festival a dose certa entre pop e peso. Destaque para a ‘We Come Back’ em parceria com Victor Lou e Visage.

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Fran Bortolossi b2b Boghosian

Mostrando uma química extraordinária os principais residentes da label deixaram o púlbico em transe com trilhas como ‘The Saint (Job San)’ de Pig & Dan a dupla mesclou entre peso e melodia fazendo parecer que tocavam juntos há anos.

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Mau Mau b2b Renato Cohen

Nada mais justo que encerrar um encontro tão lindo e de tanta música boa com duas lendas que com toda certeza tem uma grande responsabilidade por a música eletrônica ser o que é hoje no país. Mau Mau e Renato Cohen deram uma aula de música em quase duas horas de set, mesclando hits do Techno e do House fizeram os mais aficionados permanescerem inertes até que se encerrasse esse belo capítulo para a música eletrônica no estado do Rio Grande do Sul.

Fotos por: Juliano Conci e Ebraim Martini

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Sobre o Autor

Tarik é DJ e colunista do Explosive Box.

3 Comentários

    • Amigo, como eu disse no início da matéria, o festival tinha 3 palcos e eu era só um redator para cobrir os três. Com toda certeza concordo que o Apoena é um dos melhores DJs não só do estado como do Brasil e é meu amigo, inclusive. Apenas no momento optei por apreciar outro palco.
      Quanto ao uso da palavra “label”, em inglês label significa “selo” e pode ser usado tanto para gravadoras quanto para marcas.
      Espero que tenha sanado suas dúvidas.
      Abraços!

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