Criei minha própria marca e deu certo. Conheça a Push

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Muitas pessoas optam por abrir a sua própria marca por inúmeros motivos. Os principais são: falta de crença nas empresas, metodologia adotada pela mesma e cansaço. Quem tem condições de abrir seu próprio negócio pode sentir a melhor sensação possível. Você faz seu próprio horário, cria as próprias regras e conduz a mesma do seu jeito.

Porém, nem tudo são flores. Antes de vermos uma startup ou qualquer outro empreendimento solo concretizado existe uma fase de planejamento e desenvolvimento muito pesada. Afinal, sozinho não é fácil financeiramente e quando exige o uso da mão de obra própria. Bom, hoje vim citar um ótimo exemplo para quem quer abrir seu próprio negócio e sente-se inseguro.

Tenho um amigo no Facebook que não tinha um contato muito próximo mas sempre via o mesmo postando coisas sobre sua marca. Até que então decidi ir a fundo e conhecer um pouco mais sobre a marca. A loja virtual se chama Push e trabalha com uma linha de roupas fitness, camisetas e acessórios. Tem uma identidade visual, um conceito e peças incríveis. Tudo isso criado e desenvolvido (desde site até os próprios produtos. Sim, isso mesmo!) por um jovem designer extremamente talentoso e cheio de vontade. É, talvez a força de vontade conta muito mais do que qualquer outra coisa nessas horas.

Na foto, Gabriel Moro. Criador da marca Push

Na foto, Gabriel Moro. Criador da marca Push

Como você vê a Push pelo lado hobbie?
Vejo como diversão o fato de que posso criar tudo que me dá vontade de usar, e que acredito que muita gente vai gostar também. Todas as roupas tem minha cara, então acaba sendo um processo criativo útil tanto pra mim como pros outros.

Como você vê a Push pelo lado profissional?
Estou prestes a me formar em Design Gráfico, finalizando o TCC. Para manter o estilo de trabalho flexível que sempre me identifiquei, precisava de algo nesse molde. É profissional pelo fato de que levo muito a sério tudo que faço, sou muito perfeccionista. Pesquiso muito, crio bastante e no final seleciono só o que saiu de melhor do processo. É maravilhoso!

É difícil abrir seu próprio negócio no Brasil?
Depende do que você almeja, e do tanto que quer trabalhar em cima do que planejou. Sozinho, eu consigo ter total controle da empresa, então fica mais fácil de administrar. No meu caso tem sido prazeroso, apesar de ser um trabalho puxadíssimo. É da hora que acordo até a hora que vou dormir, viu?

Você pretende manter a loja como seu principal trabalho?
Sim! Os planos são continuar com o crescimento da marca e investindo em coleções diferenciadas, peças de qualidade em diferentes seguimentos… Então, se a aceitação continuar também crescente, só vejo motivos para tocar pra frente!

Qual a maior dificuldade que você vê em manter o próprio negócio?
Organização é uma coisa que você acaba tendo que aprender na marra. Lidar com diversos fornecedores, sejam de tecidos aos costureiros e estampadores, é com certeza o maior desafio. Você precisa ter jogo de cintura e saber ser levado a sério, mesmo quando muitos podem achar que você está “brincando de fazer roupas”.

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Qual sua maior realização com a marca?
Ver as pessoas satisfeitas com os acessórios, as roupas… É incrível. Sempre que recebo um Snapchat de alguém usando uma peça ou um comentário positivo, abro o maior sorriso!

O que você aposta como seu diferencial?
A Push é uma marca fluida, alegre e diferenciada. A vontade é de agradar a quem se identifica com o espírito da marca, com as ideias. Então você pode ver isso pelos nomes das pulseiras – que são nomeadas por drag queens famosas – à linguagem dos vídeos e das fotos de divulgação.

Como funciona seu processo criativo?
A melhor forma de definir é a continuidade. Sempre estou observando, fazendo anotações, rabiscando… A forma como eu enxergo o mundo é refletida no resultado das peças, já que vejo inspiração do por-do-sol a uma concha numa tarde de descanso.

Você contou que borda todas as peças (que possuem bordado) sozinho. Com quem aprendeu?
Eu sou extremamente perfeccionista com minhas criações, então acabo tendo que fazer tudo na marra. Desde as pulseiras aos bordados das camisas, sim. Eu aprendi num workshop na faculdade a técnica do ponto-cruz, e adaptei para meu estilo.

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Qual o próximo passo da Push?
Continuar trabalhando para que possam ver como é bom vestir um produto bem construído, com preços justos e feito com muito carinho.

Você pretende aumentar ainda mais os horizontes da Push?
Sempre! A cada coleção tento apresentar uma novidade, fazendo com que a evolução da marca seja bem orgânica. Aguardem as próximas novidades! Hehe

 Que conselho você dá para quem deseja abrir o próprio negócio?
Ame o que você faz, se empenhe e acredite na sua mensagem. Sua maior torcida deve vir de dentro!


E esse é um pouco do Gabriel Moro, CEO da Push. Inspirador, né? E outra atitude super massa que ele teve recentemente foi fazer uma visita aos seus clientes de Vitória, Espirito Santo. Quem quiser experimentar ou conferir os produtos pessoalmente, ele leva até a casa da pessoa. Ótima iniciativa! Confira o e-commerce clicando aqui. Rola várias promoções legais, hein.

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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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