Box e-Music – H.O.S.H.

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Hey ya! É sempre bom trazer um papo diferente e descontraído, ainda mais quando falamos de DJs consagrados e que no nosso pessoal, admiramos. Depois de meses trocando ideias, conversamos com H.O.S.H um Dj expoente e com um nome forte na cena eletrônica underground do mundo. Viciado no Brasil e nos clubs brasileiros, ele sempre vem com seu talento agregar aos ouvidos brasileiros com seu estilo nada sutil de fazer seus admiradores dançar all night long.

Antes de solicitarmos uma matéria com tais pessoas, sempre damos uma pesquisada intensa na vida dos mesmos e muitas vezes ficamos surpreendidos que eles são muito mais do que um gig. No caso de H.O.S.H, além de um excelente DJ, ele é considerado um dos melhores produtores do segmento no mundo! Isso é um trunfo, já que poucos atuam como produtores também, algo que é extremamente importante para o crescimento e autenticidade do trabalho e de sua identidade.


Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória na carreira de DJ e produtor… O que te fez decidir que era isto que você queria para a sua vida? Ainda, uma curiosidade… O nome “H.O.S.H” tem algum significado especial?
Nada me faz tão feliz quanto a minha profissão. Nos dias de hoje eu não me imagino fazendo outra coisa além de espalhar boas vibrações e música boa. Meu amor pela música é extrema, até posso contar uma breve história para vocês. No início de minha carreira, tocava de graça, somente para ver as pessoas dançarem ao meu som. Quanto ao meu nome, nada de muito especial… ele me soa bem, esteticamente falando.

Você é um dos grandes colaborados da respeitada label de seu amigo, Solomun. Como rolou o convite para integrar a Diynamic?
É muito bom fazer parte de um case tão importante para a música mundial, que está completando seus 10 anos. O convite surgiu de uma parceria e cumplicidade de anos. Estruturar um projeto com o Solomun sempre foi um dos meus objetivos. Afinal, quem não quer fazer parte do projeto do cara? Ele é fenomenal!

Suas tracks passeiam bastante pelo Deep-House, Tech-House e Techno… Quem foram/são suas maiores influências na música? O que faz dessas vertentes serem tão especiais para você?
Creio que cada um deve seguir ou expandir algo que goste. Essas vertentes são as que me representam e as que eu quero representar por um longo tempo. A sonoridade que posso transmitir através do estilo é algo que outros segmentos não poderiam me proporcionar.  Minha maior influência, musicalmente falando, vem da escola. Onde eu tinha uma banda de rock com alguns colegas. Era muito divertido!

Hoje em dia, qual o setup que você mais gosta de utilizar em suas apresentações? E para produção das tracks… O que você acha indispensável num estúdio e num produtor musical?
Bom, além do básico, para quem produz e gosta de executar do bom e do melhor: Akai mpk 25 and a UAD quad satellite,  e uma aquisição importante para estúdio é foot P3S mastering compressor.

Seu festival, Grünanlage Festival, é um dos mais famosos da Alemanha. Como surgiu a ideia de criá-lo? O que você acha que o Grünanlage tem que o torna tão especial?
Ah, obrigado! Primeiramente a escassez de festivais do segmento me chamou a atenção para um novo empreendimento, segundo, a minha dedicação e meu grande número de contato com DJs que tanto admiro. Pois bem, que tal unir ambos e transformar em um projeto meu? Foi esse o meu pensamento.

Creio que ele se torna especial pelo seu seleto line up, pela estrutura e pelos momentos únicos que são proporcionados. É um projeto lindo.

Você tem mais algum projeto em mente para o futuro? Seja na carreira artística, como na pessoal…?
Sempre estarei me reciclando e reinventando… projetos? Stand by. Haha

Sua recente apresentação na TribalTech 2015 foi muito elogiada pelo público! O que você acha dos brasileiros? Há algo que nos diferencie do resto do mundo?
O público brasileiro é muito marcante, é um dos países que mais amo tocar. Fazer parte desse festival foi uma honra imensa para mim. Um troca de energia ímpar, uma entrega e um amor profundo pela música. Eu amo o Brasil!

Suas recentes tracks “Cilantro”, lançada pela Diynamic e seu remix para “Jet Stream”, do duo Kaiserdisco, lançada pela KD RAW, emplacaram rapidamente o Top 100 do Beatport. Você acredita que essa levada que passeia entre o deep, tech e techno é o que irá bombar nos próximos anos?
Óbvio! Existe uma crescente significativa da cena pelo mundo. Provas disto é a quantidade eventos, festivais e casas se especializando no segmento. Acredito que em breve teremos um público maior ainda. Mas para isso, o trabalho em conjunto de todos os DJs do mundo é fundamental. Onde proliferar e disseminar a qualidade e o profissionalismo é essencial.

Se você pudesse fazer um b2b com algum DJ, vivo ou morto… Quem você escolheria?
Ah, são tantos nomes que eu poderia citar…  Carl Cox, Green Velvet, Joris Voorn, Carl Craig entrou outros inúmeros talentos. 🙂

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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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