Dreams of Dalí: o vídeo 360° que nos convida a dançar com a vida…

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Um convite aos que não temem o eterno “é”, esse mergulho faz-se bem-vindo à loucura do tempo.

Dalí é filho do Surrealismo, filho da vida. Filho do onírico, do delírio e do lirismo, não à toa, se deu com Freud, nutrindo-se, assim, dois gênios do inconsciente. Contra toda e qualquer lei da razão, como mandava o movimento vanguardista à época, a década de 20 influenciou a revolução cultural que, mais tarde, resultou no Modernismo, possibilitando a esses ditos insanos artistas, apesar de suas divergências e antagonismos, a fuga da lógica e da monótona castração das certezas.

Em meados de 40, o excêntrico pintor catalão enriqueceu o novo projeto de Walter Elias Disney, infinito em definição, emprestando-lhe storyboards originais, a partir da idealização do curta, de sua arte surrealista. Em vida, 17 segundos foi tudo o que os recursos financeiros dos estúdios da Disney permitiu-lhes produzir, tornando-se a animação mais um canto de gaveta. Mais de 50 anos depois, Roy Edward Disney, sobrinho de Walter, encontrou essa gaveta… e nasceu Destino, a animação de quase sete minutos – fruto da originalidade iniciada e de imagens criadas em computador – que personifica a paixão de Chronos, o tempo, por uma mulher. 2003 foi o ano de sua estréia póstuma. Eterno é o ano de sua vitalidade…

Por quê, afinal, essa aleatoriedade de contextualizações e de eteceteras e outros pontos? Porque ela simplesmente desagua no Dreams of Dalí…

Diz-se por aí que foi essa parceria a semente da exposição Disney & Dali: Architects of the Imagination, co-organizada pelo The Walt Disney Family Museum e pelo The Dali Museum, exibida em St. Petersburg, FL – onde reside o museu dedicado ao artista espanhol -, a qual possibilita a experiência de vivenciar os 360 graus das entranhas poéticas e inconscientes da arte daliana, representada pela obra Archeological Reminiscence of Millet’s “Angelus”, de 1935.

Aqui, faz-se através desta tela. Lá, através da realidade virtual… da realidade absoluta. Surrealité. De todos os sentidos que nos foram dados.

Seja como for, entregue-se. A associação é livre (amém, Freud!). Permita-se. É tudo com o que Dali sempre sonhou.

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Sobre o Autor

Filha dos anos 90, estudante e amante de Psicologia, sangue e calor paraibanos. Socorro-me da alma pra (sobre)viver. Por isso escrevo. Por isso meus tantos eus e cás comigo...

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