Os desfiles que você precisa ver da semana de Alta Costura Verão 2016

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Na última semana (de 24 a 27.01) aconteceu a semana de Alta Costura Verão 2016. São apenas quatro dias de desfiles em Paris, com menos marcas, mas com desfiles que encantam, emocionam e transbordam beleza no meio de horas de trabalho de uma roupa feita à mão.

Há quem pense que Alta Costura são apenas vestidos de red carpet, quando na verdade ela é um campo de estudos e inspiração para jogar a moda para o futuro!

Separamos os principais desfiles de Haute Couture para te ajudar a entender o porque de tamanho encantamento e para ficar por dentro do que aconteceu na semana, já que muitas das tendências que veremos durante o ano, começam a sair a partir da Alta Costura.

Atelier Versace

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Uma onda de brancos tomou conta dos recortes geométricos tradicionais da Versace, intercalados a alguns com um tom de azul claro e looks all black – Gigi Hadid fechou o desfile com um. Os elementos esportivos invadiram a Alta Costura de Donatella, que trouxe para os looks da marca além dos típicos decotes, cores, equipamento de escalada e telas esculpidas ao corpo.

Dior

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Essa foi a primeira coleção da Dior após a saída repentina de Raf Simons e dividiu opiniões. Alguns podem achar horrível, outros brilhante. Mas é uma situação fora do comum, delicada e serve como “desculpa” para qualquer descaso que seja feito. Na passarela, os looks ainda possuem fortes referências do trabalho de Raf na maison e fazem até um passeio pelo passado relembrando a silhueta do New Look e a estética deixada pelo seu fundador Christian Dior. O fato é que há ótimos decotes que deixam os ombros a mostra, bordados delicados e transparências modernas. O que virá daqui pra frente na marca só saberemos daqui alguns capítulos.

Giambattista Valli

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Os famosos jardins da Cidade Luz, como o Jardin du Luxembourg, Palais-Royal eJardin des Tuileries foram a fonte de inspiração do estilista. É uma especie de homenagem a Paris após os atentados terroristas que aconteceram em novembro do ano passado, em forma de flores – obsessão de Valli – e romantismo. Vestidos curtos e longos são feitos com babados, mangas bufantes, bordados, laços, camadas de tule, cristais e um tom de paz e frescor.

Chanel

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A Noruega inspirou a alta-costura da Chanel nesta temporada, que ao invés do cassino animado da temporada anterior, essa coleção veio calma, confortável, com linhas simples, tons neutros, matérias-primas naturais. O cenário reproduziu um ambiente ao ar livre, com grama, árvores, céu azul e um casarão com nichos quadrados, tudo dentro do Grand Palais.

Nos looks, Lagerfeld misturou referências da cultura tradicional norueguesa e o aspecto rústico ao luxo rebuscado dos bordados e técnicas artesanais da Chanel. A silhueta é alongada e próxima ao corpo, com formas triangulares, estruturadas e mangas arredondadas. Destaque para as pochetes que parecem ter ganhado ainda mais força.

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O frescor do print floral estilizado quebra a série de looks neutros e encorpados do clássico tweed da Chanel e dá início a uma série de vestidos de noite com direito a capas que remetem a imagem viking e as personagens de contos de fada, daquelas que nos fazem sonhar. Mas na Chanel, o sonho vem em forma de Alta Costura com tecidos brilhantes e translúcidos.

Elie Saab

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Elie Saab se inspirou na Índia para fazer seus tradicionais bordados, brilhos, rendas, transparência e babados nos vestidos curtos e longos. A diferença é que nesta temporada surgiram calças e casaquetos que seguem a mesma linha no que refere-se aos super brilho, mas que ganham um toque moderno inspirado nos trajes locais.

Valentino

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“Uma mistura entre o Oriente bizantino e o clássico ocidental.” Foi assim que a Valentino definiu sua Alta Costura Verão 2015. Nas passarelas, vestidos fortes candidatos aos próximos tapetes vermelhos, feitos em chiffons e tules, com decote em um ombro só e plissados ou orientais com estampas em jacquards e brocados com motivos botânicos, dragões e serpentes. As modelos oscilavam entre deusas, ninfas, gregas e sacerdotistas que andavam com o pés descalços e com muitos acessórios como a tiara de cobra de metal dourado que envolvia a cabeça, os body chains de medalhas e tornozeleiras que cobriam os pés.

O romantismo permeia toda a coleção de Maria Grazia Chiuri e o Pierpaolo Piccioli, com roupas modernas e feitas de referências culturais modernas, com design contemporâneo e digna de contos de fada.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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