Movimento Tiny House: um exercício ao desapego

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Viver em espaços pequenos e de qualidade, suficientemente confortáveis, aderindo à filosofia de viver somente com o necessário, mesclando sustentabilidade e menor geração de resíduos. O movimento social Tiny House promove a redução do espaço construído onde vivemos.

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A proposta destas casas é que atinjam no máximo 50m², e no mundo inteiro o movimento só cresce. Muitas pessoas já tornaram-se adeptas à essa filosofia, a qual propõem uma flexibilidade maior no modo de vida, concentrando-se em espaços menores, assim como, a uma vida mais simples.

No entanto, quando falamos sobre o movimento Tiny House e sobre as ideias que o mesmo propõem, há uma barreira cultural, pois, aqui no Brasil, por exemplo, além da grande disponibilidade de terra e mão de obra, muitos acreditam que a questão de status é ter imóveis com grande metragem. Porém, apesar de propor um estilo de vida que leva ao exercício do desapego, o movimento apresenta projetos realmente inovadores, charmosos e práticos, além de serem sustentáveis.

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Quanto maior for uma casa, mais cara ela se torna em termos legais, de manutenção, conforto e afins. Com essas casas menores, gasta-se muito menos, sem perder o conforto e a beleza, da mesma forma que gera menos resíduos. Além dessa pegada ecológica e econômica, as “Tiny Houses” ainda podem se locomover para qualquer lugar, sendo colocadas sobre quatro rodas, mudam-se junto com o dono. Uma alternativa a mais perante as construções convencionais, pois acaba fazendo com que as pessoas usem cada vez mais os espaços públicos, gerando efeitos positivos no ambiente urbano.

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Muitas casas costumam ter dimensões excessivas em relação às necessidades reais de seus moradores. Com isso, esse sistema propõem alternativas mais econômicas, sem abrir mão da qualidade e do conforto. A proposta é construir com base nas verdadeiras necessidades, realizando configurações de espaço internas que sejam multi-funcionais.

Além de todos esses fatores, a autossuficiência, técnicas construtivas inovadoras, reciclagem de materiais e sustentabilidade também estão entre os elementos que fazem o movimento crescer cada vez mais. O mesmo sugere um novo estilo de vida, no qual a pessoa permanece com aquilo que realmente significa para ela, indivíduos que aderem a esse sistema buscam por novas oportunidades e experiências. Para que a baixa metragem não seja um motivo de estresse e para que o lado prático se torne realidade, é fundamental a orientação profissional, pois deve-se levar em conta a escolha dos materiais, técnicas construtivas, conforto térmico, acústico e a configuração dos espaços.

Até mais!
Victória Carbonera.

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Sobre o Autor

O universo da escrita me fascina, e aliado à arquitetura e decoração me encanta ainda mais. Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo e fundadora deste site, quero trazer à vocês o melhor conteúdo sobre algumas das minhas paixões. 20 anos e com uma vontade imensa de desbravar o que o mundo tem a me oferecer.

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