Always our teacher, Sir Alan Rickman

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Ainda me lembro da sensação que tive ao ler Harry Potter e a Pedra Filosofal pela primeira vez e do meu primeiro encontro com o Professor Severus Snape, me lembro que pensei que talvez seria um dos personagens literários que eu mais odiaria na minha vida. Eu mal sabia o quão errada estava.

Em 2001 me lembro de ir ao cinema, ansiosa para ver na tela todos os personagens que eu já tinha imaginado na minha cabeça, e meu primeiro encontro com Alan Rickman foi assim. Eu com 6 anos, ele com 55 anos. Assustador. Sombrio. Ele me entregou muito mais do que eu esperava receber. Saí do cinema odiando o Snape um pouco menos. Ele deu vida a um dos personagens mais bem escritos na história da literatura.

Hoje, 14 de janeiro de 2016, Alan Rickman se foi, deixando aqui uma carreira sólida, cheia de sucessos antes mesmo de entrar na franquia Harry Potter. Porém foi em Harry Potter que nos encontramos pela primeira vez, foi graças aos filmes que eu conheci esse artista incrível. Alan Rickman fez parte da minha infância, fez parte da minha adolescência sem nem mesmo saber, eu o odiei em alguns momentos e o amei em outros. Chorei quando o vi chorar com Lily em seus braços, o xinguei quando ele atacou Sirius na Casa dos Gritos, e chorei muito com sua morte durante a Batalha de Hogwarts.

Rickman era um ator sem medo do inesperado. Deixava adultos, crianças e adolescentes perplexos com sua atuação, e nos trouxe uma sensação nova a cada papel que fez. Alan Rickman deixará um grande vazio, tanto nas telas quanto nos palcos, também sentiremos sua falta atrás das câmeras, mas deixará – sem dúvida – um vazio maior em nossos corações. Apesar de nunca ter ganho um Oscar, nunca se deixou abalar, costumava dizer em suas entrevistas que “papéis que ganhavam prêmios, não atores.”

Hoje é um dia triste para o cinema, para o teatro e para a televisão. É o dia em que demos adeus a um dos melhores atores britânico dos últimos 30 anos. Demos adeus ao nosso eterno professor. “Atores são agentes da mudança,” ele disse uma vez. “Um filme, uma peça de teatro, uma música, ou um livro pode fazer a diferença. Pode mudar o mundo.”

Não tenho dúvida que Alan Rickman mudou o meu mundo. Adeus Sir Rickman, hoje levantamos nossas varinhas com muita tristeza porém, também, com muita gratidão.

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Sobre o Autor

Frequentadora assídua do cinema, viciada em séries e uma eterna apaixonada por livros!

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