“We could be heroes just for one day”

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A palavra cantor é pouco para qualificar David Bowie. Hoje o mundo perdeu não apenas o ator, o dono de palavras bonitas, o fashion icon… Bowie atingiu para mim, a denominação máxima de “lenda”.

E ser lenda, é para poucos. Pouquíssimos.

E apesar dessa lenda não estar mais presente, o seu legado permanece.

Esse foi o homem que gritou para o mundo que não precisamos ser um só, declarou a existência de possibilidades e usou como ninguém a moda e o estilo próprio para afirmar isso.

A maquiagem, o figurino sempre muito bem pensado, as mais variadas cores de cabelo, tudo isso acompanhado por diferentes posturas apresentadas à um público que ansiava pelo novo, pelo inesperado…

Bowie não foi um, foi muitos.

Bowie vermelho

A final não se trata de mencionar mais uma vez as coisas que todos os jornais já destacaram hoje. Não se trata de listar quantas capas a Vogue publicou com suas referencias, quantas parcerias ou coleções foram desenvolvidas. Esse foi um homem que provocou inspirações em McQueen e Gaultier, mas também antecipou questões que se mantêm em discussão atualmente.

LV

Assunto explorado pelas grandes marcas, alcançando campanhas de peso, são as questões que permeiam a distinção de gêneros. Bowie não discutiu, preferiu “jogar” com as figuras do feminino e masculino ao subir ao palco.

A silhueta muitas vezes feminina, logo ganhou ares minimalistas, em uma época em que o mais era mais, inclusive para o artista, simples assim. Em contrapartida, recentemente a Dior, ainda sob o olhar de Raf Simons, dono de linhas limpas, teve uma coleção inteiramente dedicada à Bowie.

Bowie vogue

E aí mora a maior influencia fashion deixada por Bowie. As possibilidades. A liberdade. A perspectiva da mudança. Assim como o ícone camaleão, também podemos ser muitos, todos os dias. Não precisamos de um palco, podemos ter como platéia nos mesmo, ou então assim como o cantor um alter-ego, que na segunda feira sai de casa para trabalhar inteiramente vestido de preto, mas no dia seguinte apaixona-se pela nova coleção da Gucci e descobre-se desfilando pelas ruas apresentando o over dos anos 70.

E como no filme “As Vantagens de ser Invisível” existe luz no fim do túnel, e ao embalo de David Bowie chegamos a conclusão que podemos, de fato, ser infinitos…

O legado de David Bowie será!

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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