“SURPREENDA-ME”

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Aparentemente a nossa geração tem medo do banal. Onde praticamente tudo é descartável, surge a necessidade coletiva de surpreender, talvez essa seja a forma de buscarmos a perpetuação.

Uns diferenciam-se por meio da música, outros pelo que lêem, grupo de amigos, lugares que frequentam, se consomem ou não a bebida do momento… Enfim, a lista é vasta e no meio de uma infinidade de características que nos definem, uma delas merece destaque: estilo.

E pensando em estilo, surge a ideia de que nessa busca por surpreender o que nós mais desejamos, é na realidade, sermos surpreendidos. Delegamos essa função à industria da moda, que carrega a grande responsabilidade de entregar, de forma cíclica, uma infinidade de sonhos.

A verdade é que hoje temos muito do mesmo, não se trata de classificar a moda como algo mais ou menos original. Nós na condição de expectadores desse mercado agitado nos tornamos agentes ativos a partir do momento que nos posicionamos na condição de consumidores, seja de informação ou de algo para vestir, cabendo assim entender que o que vale a pena ser admirado são as diferentes perspectivas, as novas releituras…

As surpresas não pertencem apenas às passarelas, o novo não está somente nas páginas da Vogue, o belo encontra-se no dia a dia, e isso, pode ser o mais surpreendente de tudo.

Então… vamos falar de moda?!

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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