SPFW Inverno 2016 – Day 6

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Hey there!

Mais uma semana de moda paulista chegou ao fim. Entre dias de muito sol e dias de muita chuva milhares de fashionistas passaram pelos corredores da Bienal para conferir desfiles, visitar lounges e claro tomar um Margnum Cookies and Cream ou uma Schweppes Guaraná Class. O ultimo dia do SPFW contou com desfiles da Giuliana Romanno, Patricia Viera, Wagner Kallieno, Ratier (INCRÍVEL), Colcci e Amapô.

GIULIANA

Giuliana Romanno mostrou sua coleção de inverno em uma galeria Rabieh, fazendo assim um desfile pequenino e intimista para apenas 50 convidados e 17 looks. Partindo da ideia de uma mulher livre que transita por várias atmosferas com o espírito dos antigos corsários, Giuliana apresentou uma coleção com informação de moda e também boas como produto. Repleta de detalhe de sua alfaiataria bem construída, ou melhor, desconstruída, seus vazados geométricos que estão por toda a coleção, as camisas leves e translúcidas, o veludo cortado a laser, as amarrações nas cinturas e punhos, as fendas e os recortes, tudo super bem editado com a ajuda do olhar do stylist Pedro Sales.

PATRICIA

Patricia Viera viajou ao Atacama, que inspirou seu inverno 2016, desfilado em passarela de sal grosso. Da terra, tons de laranja queimado e placas de cobre, o minério mais abundante da região. De espírito jovem, o ar rock’n’roll traduzidos em patches de estrela com tachas, franjas, jaquetas biker curtinhas e na própria beleza 80′s com cabelos coloridos à lá new wave. Conhecida pelo trabalho primoroso no couro, Patricia explora texturas e revisita o material em escamas sobre tule, esferas cortadas à laser e na mistura com tramas de tweed e faixas de tapeçaria. De silhueta democrática, trabalha com comprimento míni, mídi e longo (com direito a transparências) e formas justas sobrepostas por casacos de silhueta ampla. A coleção, de fato, veste mulheres de estilos e idades distintas.

WAGNER

Partindo do desejo de ser jovem, Wagner Kallieno faz coleção inspirada nos anos 1980, seu colorido vibrante, estética glam rock e silhueta ajustada, de cintura marcada por cinto largos. Tudo trabalhado no vinil com textura croco, papel (sim, papel!) laminado em prata e dourado, lã e camurça. Recortes, plumas e spikes aplicados a modelagens mais clássicas, como a saia lápis, garantem tom de rebeldia. O acento esportivo da coleção aparece em bombers com estampa de boquinha, golas, punhos e barrados canelados. Com mais separates que vestidos, as roupas (de corte assimétrico) ganham mil possibilidades de interpretação. Atenção aos ombros à mostra, tendência forte da estação

RATIER

Já haviamos falado aqui sobre a Ratier, marca criada há menos de um ano pelo  DJ e empresário Renato Ratier. O DJ/estilista fez sua estreia no SPFW trazendo um clima minimalista industrial. Passarela com chão de fumaça branca, coleção quase total black, o streetwear fashionista apoiado no menos é mais com pegadas de design vanguardista ao estilo dos japoneses marcou o Inverno 2016. A inspiração de Ratier eram os guerreiros, e apareceu nas peças de couro, tricô, seda e linho de aspecto inacabado e desabado ganham força quanto mais sobrepostos a outras peças e nelas camuflados estiverem. A silhueta é loose, tanto no feminino quanto no masculino, com tops compridos, tipo túnicas, tanto no caso dos casacos como dos coletes e blusas. Os acabamentos pontudos e assimétricos das barras e mangas seguem a mesma ideia da roupa de batalha vinda do tema da coleção. A vibração é puramente noturna, uma nova proposta para a vida urbana.

colcci

Depois de um verão inspirado no lado hippie dos anos 70, a Colcci (saudades Gisele) segue explorando a década, mas agora olha para o seu lado mais polido. Ternos que carregam um mix de estampas que lembram papéis de parede e tapeçarias (formados por calças de comprimento encurtado, para serem usadas com botinhas de cano médio) cruzam a passarela ao lado de vestidos-casacos decorados com rendas florais coloridas em clima flower power. O jeans da vez é bruto e mais sofisticado e faz contraponto a peças de chamois.

AMAPO

Amapô mais uma vez encerrou uma edição do SPFW com desfile em clima de festa e teatral. Com espírito gótico misturado com uma vibe undergound, tudo meio macabro, surgem teias de aranha confeccionadas em um delicado trabalho artesanal fazem as vezes de camisa, enquanto isso, caveiras e morcegos, os highlights da noite, aferiram um lado gótico. A coleção é cheia de babados, mangas enormes, um perfume vitoriano e o uso de veludo, do molhado ao cotelê, que muitas vezes ainda é estampado com caveiras e ossos. As cores acabam surgindo, inevitavelmente. Muita amarração e sangue transbordando em recortes nas calças, camisaria e nas botas pintadas à mão. Dá pra ter uma inspiração pro Halloween.

E a temporada de Inverno 2016 do São Paulo Fashion Week termina por aqui. Curtiram nossa cobertura aqui no site e lá no Instagram e no Snapchat (@explosivebox)? E semana que vem tem posts pós SPFW com a coleção completa da Ratier.  We can’t wait for this!

All for now! Carolina Andrade

 

 

 

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Sobre o Autor

Carol, 20 anos, paulista. Sabe aquela frase: “Os olhos são as janelas da alma.” Quem disse provavelmente não conheci a moda. Pois pra mim não existe maneira melhor de dizer que e como você é através do seu modo de vestir. E é por isso que decidi cursar Negócios da Moda e estou amando.

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