SPFW Inverno 2016 – Day 3

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VITORINO

Nessa coleção Inverno 2016, Vitorino Campos viaja através do pensamento de que não estamos sozinhos no Universo. O planeta rosa recém descoberto pela Nasa, além de estudos sobre extraterrestres serviram como pontos de partida para a coleção. Inúmeras peças foram feitas pensando no conceito da gravidade, presente na leveza dos vestidos longos. Também foram inteiramente bordadas com cristais Swaroski quatro peças, representando o Universo.

IODICE

A estilista Simone Nunes se inspirou no filme “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, baseando-se no personagem adolescente Tadzio e em sua inocência andrógina. Também foi buscada inspiração no rock grunge estilo Kurt Cobain, resultando em peças que “caminham” pelo estilo marinheiro, encontrado nas listras em camisas e saias, casacos overzise, tricôs usados por cima de saias, entre outros. Azul marinho, preto, branco e laranja tijolo formam a cartela de cores.

GIG

A GIG Couture trouxe uma coleção toda feita de tricô, brincando com o colorido e com as estampas, já características de Gina Guerra. Foi criada uma imagem divertida e contemporânea misturando peças de shape bem largo com modelagens mais justas. O ar da brasilidade é perceptível nas estampas de abacaxi, presentes tanto nos looks femininos, quanto nos masculinos.

JOAO

João Pimenta tirou o homem da passarela e o levou para as ruas, festas e escritórios. Nessa coleção houve o desejo de aproximação entre marca e cliente, buscada nos detalhes. O estilista “suavizou” o superconceito que a marca pregava e trabalhou em cima dos acabamentos impecáveis e paletós bem cortados. O babado usado na lapela de alguns dos paletós é considerado ousado para muitos homens, porém uma escolha extremamente divertida para os mais corajosos, além de ser uma escolha que agrada muito o público feminino. Nas peças mais tradicionais O Brasil é percebido nas cores verde e amarelo e nas referências nacionais. Ex: a imagem de Nossa Senhora, flor de guaraná e tucanos.

PAT

A estilista Patrícia Bonaldi diz que o ponto de partida da sua coleção foi um antigo tecido de tweed que encontrou em sua casa. O tweed nos fez remeter à cobertores, peles e capas usadas nos ombros por povos nômades, o que levou Patrícia ao “mundo viking”e com isso fazendo com que trocasse seus tão famosos bordados por franjas e cordas. Com a experimentação de propostas inusitadas, franjas impostas de maneira nada comum, a aposta nas cordas de marinheiro e o tweed mais “pesado”, é possível perceber que Patrícia está se direcionando para uma fase mais madura da marca.

ELLUS

O desfile Inverno 2016 da Ellus foi tomado pelo esporte, que é perceptível pelo shape bem slim para as mulheres e oversized para os homens. Elásticos, telas vazadas, o neoprene e predominância de logos foram detalhes que não faltaram.  A estampa da vez foi o quadriculado, claramente inspirado na bandeira de chegada da Fórmula 1. Na área de acessórios predominam a minimochila de nylon e a pochete.

No encerramento do desfile, a cantora Karol Conka iniciou uma performance que se estendeu para uma festa pós-desfile!

Foto: I Hate Flash

Foto: I Hate Flash

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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