Casa de Criadores – Inverno 2016

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A Casa de Criadores é o evento conhecido por revelar novos talentos da moda nacional, ainda desconhecidos pelo grande público, mas que possuem uma criação autoral e genuína merecedora de ganhar destaque. E é isso que a Casa faz: proporciona uma oportunidade de impulsionar suas carreiras e aproximá-los do mercado de moda brasileiro. A 38ª edição aconteceu entre os dias 13 e 16 de outubro e apresentou as coleções de Inverno 2016 de 20 marcas.

O Explosive Box esteve presente e te mostrou os backstages e desfiles ao vivo pelo nosso snapchat (explosivebox). Mas se você por algum motivo não soube dessa cobertura ou não tem uma conta nessa rede social, separamos os desfiles que se destacaram no evento e você confere a seguir neste post.

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Na passarela de Heloisa Faria, caras pintadas desfilam seu inverno 2016. Uma coleção de contrastes: o branco e o preto; a leveza e o pesado; e a intimidade protegida e exposta ao mesmo tempo. É uma jornada de descobrimento da alma da estilista, guiada por seu olhar e memória. As lingeries e vestidos em tecidos finíssimos representam sua leveza interior e a fragilidade que o íntimo guarda e ganham estrutura com a sobreposição de casacos invernais que aparecem como escudo e proteção, sem perder a suavidade que pontua toda a coleção. 

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De ritmo, velocidade e passadas largas é feito o Inverno 2016 de Ale Brito. Uma coleção jovem, veloz, que flerta com o streetwear e esportswear – com o necooper e o motocross como duas de suas várias referências – apesar de ainda possuir certa atitude roqueira do estilista. Tem também uma pegada 90’s de esporte vintage, com calças jogging, macacões e moletons entre os looks. Nada óbvio ou redundante, feito para quem pratica o corre-corre do dia a dia.

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A moda e a música nacional nunca estiveram tão ligadas como nesta temporada. O rapper Emicida desfilou sua coleção Corre Sempre em parceria com a West Coast e João Pimenta (responsável pelo styling e diretor criativo da marca). A coleção mistura elementos do streetwear com a cultura africana, que inspira em muitos aspectos. Os tecidos inclusive vieram direto da Angola. 

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Take it easy, dude.” é a frase que define o inverno 2016 da Cotton Project. A marca tem sua essência no básico e atemporal, de uma roupa que seus clientes compram porque realmente gostam e querem usar, usar e usar de novo… Em sua estreia no line up da Casa de Criadores, a marca já mostrou que é possível equilibrar a criação com o comercial. A ideia é o estilo de vida que prioriza o mínimo esforço e o prazer das simples coisas no curto prazo. Os looks transbordaram desejo: jaqueta bomber de cetim, o jeans com jacquard arco-íris, as calças bem ajustadas e mais curtas e capa de chuva com estampa de folhagem. Uma bela estreia!

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Fabia Berseck apresenta uma coleção inspirada e embalada pelos clássicos do blues. A estilista – também diretora criativa da Cravo&Canela – mergulha nas origens e no significado do ritmo que conquistou o mundo. Na passarela, a reprodução de volumes do século 19 que combinam sensação de conforto com fashionismo. Vestidos, casacos e conjuntos traduzem esse mood, em tecidos como veludo cristal, couro metalizado, vinil, malha lurex, cetim, tafetá e moletom e cartela de cor do preto e prata ao cobre e rosado.

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Fernando Cozendey fechou esta edição com um dos seus melhores desfiles até o momento. As peças coladas ao corpo – característica da marca – fizeram alusão aos cisnes, com quase todos os looks em branco. Sem drama, apenas um desfile limpo. As franjas dominaram a passarela e, com todo seu glamour, não permitiram que a coleção fosse minimalista. O nome dado a seu Inverno 2016 é “Nova”, o que significa que Fernando entra em uma nova fase de seu universo criativo, de seu comercial e disposto a conquistar novos clientes. Magnific!

Por Beatriz Arvatti

Fotos: Marcelo Soubhia/Agência FOTOSITE/Divulgação via Lilian Pacce
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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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