TribalTech 2015 – Day 2

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No momento em que saímos de casa (Bruno Polippo e Eduardo Abraham), percebemos que o dia seria especial. Na estrada, ouvindo alguns artistas que fariam suas apresentações no dia, a ansiedade foi tomando conta. Começamos a nos perguntar: qual atmosfera estaria nos esperando no segundo dia?!

Chegando ao estacionamento oficial do evento, por volta das 17:30h, buscamos com tranquilidade nossa credencial, afinal os portões se abririam apenas às 18h.

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Assim que adentramos ao festival, fomos direto ao Warung Stage, onde o primeiro artista que desejávamos assistir estava iniciando sua apresentação. Paulo Boghosian, em sua terceira TribalTech, ficou encarregado de abrir os trabalhos no palco do clube catarinense. Em um set com o bpm mais baixo, o artista mostrou sua versatilidade entre o Techno e House. No meio de sua apresentação, já ocupavam o Stage cerca de 300 pessoas, dançantes e que vibraram muito quando Paulo soltou a mais nova track “Dope”, do alemão Butch.

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Enquanto isso, no palco que no domingo teve o nome do club paulista D-Edge, Adnan Sharif abriu a pista ainda com o dia claro. Com muito swing e traduzindo no som a pessoa de enorme carisma que é, o momento chave de sua apresentação foi seu remix de “Rasta” da Fafá de Belém, track que ainda não foi lançada.

Assim que encerrado o set de Adnan, Albuquerque e seu tradicional chapéu começavam a botar o PureGroove System (Sound System desenvolvido por ex-engenheiros da NASA) para trabalhar. Seu set foi em maioria Tech-House, com muito groove e linhas de bateria bem marcadas, e foi nessa pegada que o artista obteve o controle da pista do começo ao fim.

Enquanto ainda estávamos sob a tenda da D-Edge, pudemos perceber a chuva apertando e, com isso, lentamente o terreno foi ficando cada vez mais acidentado.

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Andando e dançando na lama que ia se formando, nos dirigimos ao Main Stage (palco onde aconteceria as apresentações mais aguardadas da TribalTech 2015), momento em que o artista OXIA iniciava sua apresentação. Já conhecíamos algumas tracks do artista, como a “Domino” (que por sinal, encerrou seu maravilhoso set), mas nunca havíamos prestigiado sua apresentação ao vivo. Surpreendente! Um dos sets mais dançantes do festival. Logo que OXIA encerrou, subiu ao palco a lenda de Detroit: Carl Craig.

Podemos dizer com sinceridade que ainda estamos absorvendo tudo o que rolou durante sua apresentação. Deixou todos que ali estavam presentes boquiabertos por diversas vezes. Seu set teve em alguns momentos puro Techno 4×4, outros momentos do mais clássico que se pode imaginar da House Music, com linhas de piano e vocais femininos característicos. E quando ninguém imaginava, ele veio – surpreendendo – com uma jogada de mestre: entrou com a sinfonia de “2001 – Uma Odisséia no espaço” – sim, ela mesma – nua e crua, como se mixar tudo isso sobre uma linha de bateria fosse simples, e assim, ao fim da sinfonia, deixou o break da track “Shadowprint” de Bart Skils “moer” a TribalTech 2015. Genial. Foi o mashup mais surpreendente que já presenciamos até hoje.

Ao final de seu set, às 3:30h da manhã, entraria o mito Dubfire com seu LIVE HYBRID (extremamente aguardado pelo público), no entanto, não foi o que ocorreu. A forte chuva impossibilitou a produção do evento de reproduzir o LIVE do artista no Main Stage, tendo que transferir a apresentação para o palco Warung de última hora. Fomos avisados através do telão sobre a mudança apenas às 4h, momento em que um enorme grupo de pessoas se deslocou para o Warung Stage. Chegando lá, foi uma confusão. Pista e camarote superlotados, impossibilitando o nosso acesso ao palco. Devido à forte chuva, empurra-empurra e a lama, infelizmente não foi possível acompanhar a apresentação do DJ americano.

Neste momento nos dividimos entre o Main Stage e o palco D-Edge, para poder conferir o maior número de artistas possíveis. Suprindo a ausência dos artistas, HNQO e Fabø fizeram um b2b longo com uma linha de Techno mais reto, e ao final, encerrando o palco principal do evento, Klayton Keppen assumiu o controle.
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Voltando ao palco D-Edge, Ellen Allien fazia sua apresentação. A dona da label “BPitch Control” sempre traz muito Techno e Acid para suas apresentações.

Enquanto assistia, ao meu lado chega o alemão Gaiser, DJ que iria se apresentar perto daquele horário. Perguntei se não era para ele estar se apresentando, momento em que me informou que estavam remanejando todos os artistas de palco, pois o Main Stage estava impraticável devido às chuvas.

Dito isto, não passaram-se 10 minutos para que um grande número de pessoas se acumulasse no Backstage da D-Edge. Renato Ratier com sua simpatia e imponência, naquele momento estava com um ar mais de organizador do evento do que propriamente se divertindo. Andava pra lá e pra cá conversando com o staff e outros artistas por ali. Organizar um evento dessa dimensão, com tantos artistas fodas grandes não deve ser fácil, pensei.

Encerrando seu set, Ellen Allien deu vez a Popof, que entrou com linhas de graves fortíssimas entre um Tech-House e Minimal, fazendo com que todos se esquecessem das chuvas.

Após Popof, Gaiser iniciou seu LIVE set e fez um sinal de positivo pra mim, enquanto procurava alguém pra pedir um cigarro. Se apresentou com maestria e colocou a pista toda pra rebolar já de manhã.

Por fim, uma das atrações mais esperadas da noite/dia: Rødhad. O alemão subiu ao palco mais precisamente às 8h da manhã, iniciando seu set com a track “Don’t Stop No Sleep” de Radio Slave, botando o stage abaixo e lembrando a todos do porque de estarem ali.

Nos despedimos da TribalTech 2015 com a sensação de dever cumprido e com um sorriso estampado no rosto. Todos os artistas surpreenderam e honraram o peso e a importância que o festival carrega em sua bagagem. Não importa as condições climáticas, quem está ali pela música, e apenas pela música, não se preocupou com isso.

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Até a TT: Escape 2016!

Post de Bruno Polippo e Eduardo Abraham.

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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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