Cinema, pipocas e rock n’ roll: Slash, Josh Homme e Iggy Pop no trailer de “Gutterdämmerung”

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Uma terra desprovida de pecados. Cristalina, puritana, silenciosa e… silenciosa demais. Quase feito uma boa e velha mentira… Daquelas que a gente sabe que não vai resistir a uma boa e velha verdade… Touché.

O maniqueísmo entre o céu o inferno sustenta-se, dessa vez, por uma única e poderosa guitarra. Sim. Segundo o que narra o longa, esse diabólico e poderoso instrumento, pertencente ao você-sabe-quem lá debaixo, é a razão e a bússola das insanidades que contam este mundo. O você-sabe-quem lá de cima? Bom, nessa genial e debochada obra, ele salva essa desgraçada humanidade de um caminho sórdido, perverso e barulhento. E, assim, todos os pecados dos seres-humanos se vão juntamente ao roubo desse Devil’s Grail Of Sin, instalando-se a utopia de uma impecável – e inerte – existência. Não, meu caro. Não há sexo nem drogas nem rock n’ roll (e isso inclui vinho). Entediado com toda essa moralidade, Iggy Pop (ele mesmo!), quer dizer, Vicious, o rebelde anjo das alturas, paira sob as novas e monótonas cabeças da terra sentindo saudades das almas errantes que ali habitavam, decidindo, então, pelas costas de Deus, devolver a maldita (maldita?) guitarra às mãos de origem. Não simples assim, obviamente, uma ingênua e escolhida humana é manipulada por um determinado padre a destruí-la, enfrentando uma jornada na qual será forçada a encarar the world’s most evil rock and roll bastards!

Gutterdämmerung-screenshot

“The loudest silent movie on earth”

O paradoxo desse longa é exatamente a genialidade dele: seguindo os padrões dos anos 20, mudo e em preto e branco, a trilha sonora será à base do mais puro rock n’ roll, tão ao vivo quanto se pode ser, acompanhando em tempo real cada nada silenciosa cena. É, parece que os majestosos pianos cederam espaço às guitarras dessa vez. E que o artista visual europeu Bjorn Tagemose, diretor da obra, não teme aquele aquele ar trash polêmico que se ama ou odeia. Ainda bem que os crazy ones que abraçaram a causa também não: Iggy Pop, Eagles of Death Metal’s, Josh Homme, Jesse Hughes, Grace Jones, Motörhead’s Lemmy, Mark Lanegan, Justice, Slash, Slayer’s Tom Araya e Henry Rollins, que, inclusive, ajudou-o a escrever essa viagem surrealista, sustentam o peso desse épico elenco.

Badass rock n’ roll, right?!

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Sobre o Autor

Filha dos anos 90, estudante e amante de Psicologia, sangue e calor paraibanos. Socorro-me da alma pra (sobre)viver. Por isso escrevo. Por isso meus tantos eus e cás comigo...

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