Pré Fashion Weeks: Quem são os estilistas responsáveis pelas marcas da PFW?

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A capital mundial da moda recebe a última etapa da temporada de desfiles internacionais. No line up da Semana de Moda de Paris estão as maiores maisons francesas e algumas estrangeiras, que ditam suas próprias tendências e costumam emocionar o público fashionista por seus grandes shows. E pela última vez nesta edição, faço-lhes a nossa pergunta da temporada: vocês sabem quem são os estilistas responsáveis por elas? Não? Então fique sabendo mais sobre neste post.

LOUIS

A saga da tradicional marca francesa tem suas origens em uma pequena e humilde aldeia remota na região de Jura, próximo à fronteira com a Suíça, onde nasceu o Louis Vuitton, em 1821. Após anos de muito trabalho, estudos, especialização em criar artigos de viagens, como os baús, Louis resolveu fundar, no ano de 1854 em Paris, a Maison Louis Vuitton Malletier, onde produzia artesanalmente malas e bolsas. Seu trabalho foi reconhecido na Europa quando reinventou o formato das malas de viagem e criou um padrão de desenho diferente comparado ao que havia na época. Mais de um século depois, em 1997, a LV juntamente com o estilista Marc Jacobs começou a criar sua primeira coleção de roupas, além de sapatos, relógios e até joias extremamente sofisticadas. No final de 2013, Nicolas Ghesquière assumiu o cardo de diretor criativo, substituindo Marc.

Nicolas Ghesquière é um designer francês, nascido em 1971 e desde cedo manteve um grande interesse pela moda, colecionando fotos recortadas de revistas, que o incentivavam a esboçar seus primeiros desenhos. Quando jovem, ao 15 anos, fez estágios na Agnès B e Corinne Cobson. Quatro anos depois, ele conseguiu seu primeiro emprego na Jean Paul Gaultier, como estilista assistente, passando também pela Thierry Mugler, Stéphane Kelian e na Trussardi. Em 1995, Ghesquière entrou para a equipe da Balenciaga, no qual após dois anos assumiu o cargo da direção criativa. Ele foi o responsável por transformar a grife que andava meio apagada desde a morte de Cristóbal Balenciaga, o fundador, na década de 70, em uma das mais importantes da Semana de Moda de Paris. Nicolas saiu a Balenciaga após 15 anos de serviço, em 2012 e fez seu primeiro desfile para a Louis Vuitton em março de 2014.

VALENTINO

Dizem que Valentino nasceu pronto para ser um criador de moda. Desde muito jovem, era dono de um talento amadurecido e criava vestidos muito bem equilibrados e exatos nas proporções. Rapidamente passou a ser considerado um mestre da alta costura italiana e na primeira metade dos anos 70, lançou sua coleção de prêt-à-porter. A Valentino se tornou então sinônimo de requinte e sofisticação. Em 2007, o estilista anunciou que não serie mais o responsável pelas coleções de sua marca e dois anos depois, a dupla Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Picciolli foi eleita para a direção artística. O duo é conhecido por ter rejuvenescido a grife italiana, evoluindo em estilo e modernizando-a para as exigências da mulher do século XXI.

Chiuri e Piccioli têm sido parceiros de criação por mais de vinte anos. Alunos do Instituto Europeo di Design em Roma, os dois se conheceram por meio de um amigo em comum no início de 1980, formando uma rápida amizade. Quando Maria Grazia foi nomeada designer da Fendi, em 1989, ela imediatamente chamou Pier Paolo para trabalhar ao seu lado no departamento de acessórios onde permaneceram por muitos anos. Em 1999 a dupla foi abordada por Valentino pessoalmente para se juntar a empresa como designers de acessórios, renovando bolsas e óculos nas coleções da marca de luxo. Em 2003, foram escolhidos para desenhar coleções da segunda linha da Casa, a Red Valentino. Logo após a aposentadoria de Valentino, Chiuri e Piccioli foram chamados para supervisionar toda a gama de acessórios, antes de ser nomeado diretores criativos.

DIOR

Christian Dior era inovador e adorava romper com as tendências de sua época. Sua marca se tornou um ícone da Alta-Costura, de sofisticação e elegância. Ele inventou o chamado “New Look”, famoso e extremamente importante na história da moda que revolucionou o modo de se vestir dos anos 1950. Após a sua morte, em 1957, foi  escolhido o então jovem assistente Yves Saint-Laurent. Algumas décadas e outros nomes de estilistas no cargo depois, John Galliano chegou a Dior em 1996 e causou uma verdadeira reviravolta – positiva – na grife francesa.  Mas em 2011 a Dior viu-se em um impasse e causou um frisson no mundo da moda: John Galliano se envolveu em um escândalo depois de declarações anti-semitas e a maison ficou sem diretor criativo. Em julho de 2012, o belga Raf Simons assumiu o posto e, em uma retomada surpreendente e controversa para a grife, o estilista conseguiu levar sua visão moderna e criou uma nova identidade sem perder a tradição da label.

Raf Simons é formado em desenho industrial  e nem sempre esteve destinado ao mundo fashion. Foi somente em 1995, aos 27 anos, que ele começou a estudar moda e então, decidiu abrir sua marca homônima. É conhecido como um homem reticente, calmo, tímido, concentrado e que não perde o controle. Possui uma estética minimalista, um pouco austera e bastante feminina. Antes de assumir as coleções da Dior, Raf passou por sete anos bem sucedidos como diretor criativo da Jil Sander. Hoje, ele é um dos criadores mais admirados da moda contemporânea por sua visão certeira e fascinante.

BALMAIN

A casa foi fundada em 1945 por Pierre Balmain, que chegou a ser considerado o “rei da moda francesa”. Após a morte de seu criador em 1982, a grife foi liderada por Erik Mortensen, assistente de Pierre, seguida por Oscar de la Renta de 1993 a 2002, depois pelo designer Christophe Decarnin, até que em abril de 2011 Olivier Rousteing foi anunciado como diretor criativo da Balmain.

Nomeado para o comando da Balmain com apenas 24 anos, Olivier Rousteing foi o mais jovem diretor criativo em Paris desde Yves Saint Laurent. Nasceu na França e estudou na ESMOD, em Paris. Além da Balmain, trabalhou por sete anos na Paco Rabanne e por outros seis com Roberto Cavalli. É conhecido por seu envolvimento com a mídia social – o designer tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram – e por ser inovador, promissor, criativo e dinâmico. O designer francês é constantemente inspirado pela força das mulheres e tem o objetivo de capacitá-las com seus projetos arrojados. Olivier já fazia parte da equipe criativa da Balmain e desde 2009 trabalhava ao lado do próprio Decarnin. Rousteing é responsável por promover o histórico da casa francesa e implantar um estilo contemporâneo em suas coleções.

SAINT

A Yves Saint Laurent – o Yves do nome saiu somente em 2013 -, conhecida pelo logotipo com as três letras (YSL), foi fundada por Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent em 1961 com a ajuda de Pierre Bergé. Desde o início, a modernidade foi um dos pilares da grife. Yves era um visionário e começou a criar roupas práticas, mas com linhas muito sofisticadas, o que não se via muito no mercado na época. O estilista morreu em 2008, mas a marca continuou suas criações e desfiles pelas mãos do italiano Stefano Pilati. Hedi Slimane chegou aos ateliers de grife em 2012, depois da demissão de Pilati e logo anunciou a mudança no nome, para Saint Laurent Paris.

O francês Hedi Slimane foi diretor criativo da linha masculina da YSL de 1996 a 2000. Até 2007 traçou uma aclamada trajetória à frente da Dior Homme – Hedi popularizou a silhueta slim para os homens – quando decidiu deixar de lado a carreira para dedicar-se à fotografia, no qual também ganhou destaque. Desde de seu retorno à Saint Laurent, tem feito coleções que rejuvenescem a maison, com um toque de grunge, dos anos 90 e da aproximação do luxo ao público jovem.

Extra!

Chanel – Karl Lagerfeld 

O Explosive Box já contou sobre a carreira de Karl no post sobre a Semana de Moda de Milão, da nossa serie pré-fashion weeks. Caso você ainda não tenha lido, veja já aqui.

E que comece a Paris Fashion Week!

Arrivederci, Beatriz Arvatti.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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