NYFW Verão 2016 – Part III

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Estamos quase no fim da New York Fashion Week! Depois de desfiles que prestaram sua homenagem à cidade novaiorquina, agora é a vez de um clima escapista – que sai do núcleo fashion e vai direto para as praias – tomar conta das coleções de algumas marcas.

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Foi essa vibe praiana que invadiu as passarelas da Tommy Hilfiger. A começar pela ilha artificial criada para mostrar a coleção de verão. As inspirações são a cultura caribenha – sobretudo nos anos 1970 – com destaque para a Jamaica, de onde saiu boa parte da cartela de cores, estampas, acessórios e até a atitude das modelos, desfilando ao som de uma ótima trilha de reggae. O trabalho handmade, com muito crochê, chamou a atenção e reforçou a tendência que já vimos no último verão. Mas a identidade do estilista não ficou perdida, graças a camisas fluídas, shorts de cintura alta, jaquetas esportivas com tecido acetinado e listras, inspirados no estilo excêntrico de férias dos britânicos importantes que frequentavam as ilhas na década. Tudo refrescado por uma leve brisa.

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Natural, descomplicado, simples em modelagem, porém extremamente trabalhado em texturas. Esse é o verão 2016 da Tory Burch, estilista que sempre foi adepta de facilidade no vestir e que agora se inspira na forma como a beleza é realçada através do tempo e da natureza. Há um série de outros contrastes, como os tecidos naturais que se contrapõem com reflexos brilhantes; os tons neutros que se destacam entre as cores vibrantes; e o mood boêmio com elementos desportivos, que dão vida às clássicas túnicas da marca, sais de cintura alta, vestidos ponchos, shorts decorados com bordais intricados e camisas de tricoline listrado. O que se vê na passarela é um guarda-roupa completo para a estação, do dia à noite, com uma cartela de cores bem propícia que passeia entre os diversos tons de verde, cru, cáqui, bege, branco, azul e rosa.

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3.1 Phillip Lim não seguiu a fuga por um verão escapista e construiu uma coleção inspirada no pós-caos, que também comemora os 10 anos de carreira do estilista – a notar por um cenário apocalíptico, sem vida, onde só restou pó (propositalmente, é claro). Mas há uma ideia de recomeço nas roupas. Peças coloridas (destaque para o verde oliva que já apareceu durante a semana), combinadas a camisaria, shorts de cetim, blusões feitos em organza e calças sequinhas com modelagem quadrada, que também confirmam ser tendência da estação. Recortes, construções elaboradas, texturas e manipulações têxteis reforçam a atitude urbana cool da marca.

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Vera Wang fez uma belíssima coleção que brinca com os contrastes como o preto e o branco, a alfaiataria e o paetê, os diversos comprimentos e a transparência. Os looks parecem ser feitos para todos os gostos e idades, com várias peças desejos como o blazer com recorte nos ombros.

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De acordo com Andreas Melbostad, o ponto de partida para a coleção desta temporada da Diesel Black Gold foi a imagem de uma menina vestindo a camisa do seu namorado como um vestido. Dai surgiram na passarela ótimos looks em tons de azul-marinho, preto e branco – exatamente como a marca gosta- com camisas ora overzized e ora encurtadas e usadas com jardineiras de couro. Telas e fivelas enfeitaram o mood street das roupas. Alguma dúvida de que agora, mais do que nunca, vamos roubar as camisas dos boyfriends?

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A cada temporada, a Coach tem provado que vai muito além da perfeição de suas bolsas e que possui um prêt-à-porter fortíssimo e igualmente desejável. O inglês Stuart Vevers vem montando seu universo criativo em cima de ótimas referências americanas e construindo coleções de modo extremamente atualizado, jovem e bastante atraente. Para o verão 2016, ele aposta na mistura de cores, patchworks de tecidos florais miúdos e muito couro, seja em minissaias, jaquetas ou coletes. Que coleção! É leve, com um styling de aplaudir de pé e feita quase toda de peças-desejo. Bravo!

Já elegeram seu desfile favorito? Calma que ainda teremos os últimos dias de NYFW para eliminar todas as dúvidas.

Arrivederci, Beatriz Arvatti.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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