Paris Fashion Week Inverno 2016 – Part III

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Estamos na terceira parte da Semana de Moda de Paris. Desta vez, foi a Nina Ricci que atraiu atenções graças a estreia de Guillaume Henri (ex Carven) como diretor criativo da grife. E ainda, estilistas veteranos em suas marcas mantiveram as estéticas propostas há algumas temporadas atrás e seguiram tendências vistas nas últimas semanas de fashion weeks.

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Em sua terceira coleção para a Mugler, David Koma – estilista inglês com apelo sexy – continua caminhando para a reconstrução da imagem da marca. A alfaiataria seca, os vestidos de noite, longos e curtos, sempre ajustados e o contrates da minissaia com gola alta prometem ser sucesso de vendas, já que moldam o corpo feminino e vestem diferentes tipos de mulheres. Recortes, mix de texturas, aplicações vazadas, detalhes em couro e efeitos metálicos marcaram presença na coleção juntamente com uma cartela só de preto e off white. Sexy na medida!

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Elie Saab apresentou duas séries de looks: a parte menos festiva da coleção ganhou um toque de militarismo chic com uma silhueta estruturada e ombros precisos. As luvas foram elemento-chave do styling. Na segunda parte, ele explorou a temática da natureza selvagem e apresentou looks de festas que traziam bordados de folhas.  Tudo com um toque de sensualidade, mas sem perder o mood chic da label.

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A estreia de Guillaume Henri (ex Carven) na Nina Ricci mostra que o estilista veio para aos poucos mudar a imagem da marca. Se nas mãos de Peter Copping – que agora comanda a Oscar de la Renta – ela era romântica e cheia dos frufus, agora com Henri, a grife ganha um ar mais urbano, moderno, extremamente parisiense, com toques de uma sobriedade cool e sensualidade nada clichê.

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Carol Lim e Humberto Leon apresentaram uma de suas melhores coleções para a Kenzo. A proposta da dupla era o conforto e roupas que, literalmente, abraçam e acolhem – a ideia do “jogado no corpo”, que já vimos em outros desfiles durante esta temporada. O ponto de partida também foi a floresta – um dos principais temas da moda de agora –  que resultou em vestidos drapeados fluídos, poderosas jaquetas forradas por pele de ovelha, ponchos, mantas, estampas florais e uma coleção leve, dinâmica,  cool e com tratamento de luxo.

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Conforto também é a palavra-chave no inverno da Céline. Mais uma vez, Phoebe Philo explorou novas propostas, com abordagem um pouco mais conceitual. A coleção é supercool, porém elegante. Há ótimos casacos – como o da última foto com recortes nos ombros -, uma alfaiataria sofisticada, além de belos florais e prints animaliers.

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Foi nos anos 1970 que é a Chloé viveu seus tempos de glória! Por isso, mais do que seguir a tendência da temporada, Clare Waight Keller recuperou a essência da marca e adaptou para os dias de hoje. Mas não pense em roupas nostálgicas. O boho e a estética 70’s, claro, deram as caras com vestidos fluidos, ponchos, peças de camurça e em patchwork. Porém com tecidos ricos e uma alfaiataria com cortes masculinos que equilibraram, com muito sucesso, a delicadeza e feminilidade.  Destaque para a pele de carneiro. Na passarela, roupas para uma mulher madura, mas que não perdeu seu frescor jovem.

A PFW continua essa semana. Fique de olho nos outros desfiles que vão vir por ai!

Arrivederci/Au revoir, Beatriz Arvatti.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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