Paris Fashion Week Inverno 2016 – Part II

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A Semana de Moda em Paris continua. Na segunda parte de desfiles, temos todos os olhos na coleção estreia de prêt-à-porter de John Galliano para a Maison Margiela. Mas seguindo a ordem do line up, vamos começar com a transformação da Dior.

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Raf Simons renovou completamente o tema e o shape da Dior. Se até algumas temporadas atrás o que víamos era a cultivação dos jardins e da releitura do “New Look”, agora, finalmente, houve uma libertação do estilista que desapegou dos arquivos da Maison, impôs muito mais de seu próprio estilo e visão criativa e abraçou a natureza selvagem. A coleção é jovem, fresh, feita para uma mulher liberal, forte, sem amarras, feminina e nada óbvia. Proporções novas e geométricas, alfaiataria feminina, blazers de abotoamento duplo combinados com calças cropped, macacões e estampas animalier – algumas um tanto abstratas – vieram para mostrar a leitura cool de Simons. Destaque para as botas leggings de vinil – que já tinham sido lançadas na última coleção Haute Couture da grife – e também na versão ankle boots com salto acrílico. Tudo indica que o inverno 2016 da Dior baterá recordes de venda! Para ver todos os looks, assista ao video do desfile aqui.

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Para o próximo inverno, a estilista Isabel Marant mesclou vários estilos e códigos de sua marca homônima: um leve perfume boho, com inspiração militar, uma pegada rocker e estampas étnicas. Peças mais leves com babados foram combinadas com jaquetas pesadas e estruturadas, algumas arrematadas por um cinto-faixa. Na cartela de cores, branco, preto, azu marinho e vermelho dominaram a passarela e apareceram na maioria dos looks.

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 Andrew GN não é daqueles estilistas conhecidos por todo mundo, mas deveria ser, já que ele colocou na passarela incríveis peças-desejo como o casaco capa de flanela cinza que abriu o desfile. Não parou por ai, as franjas dominaram a coleção com clima boho e glamour 70’s e um recurso decorativo chamou atenção: a pele Mongolian que apareceu em volta de golas, bolsos e nas botas.

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John Galliano apresentou sua tão aguardada primeira coleção de prêt-à-porter para Maison Margiela com a confiança que lhe foi dada depois de seu début de alta-costura para a marca em janeiro. Desde então, nós já sabíamos que Margiela nunca mais seria a mesma. O desfile teve o espírito e a essência da grife – com a construção e desconstrução da roupa, principalmente em uma alfaiataria desabada, e o desejo de tornar o avesso visível – mas agora com loucurinhas a la Galliano, como a brincadeira com as estampas, a maquiagem super carregada (antes a imagem era impessoal e minimalista para destacar somente a roupa) e a atitude das modelos que ganharam personalidade. Mudança drástica, mas se não fosse assim, não seria Galliano. 

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Na Balenciaga, Alexander Wang borrifou perfume punk em uma mulher lady like. O estilista explorou a silhueta tipica da época de Cristobal Balenciaga, mas injetou seu momento sombrio e undergroung (como vimos em sua marca homônima na NYFW) com elementos punk. Golas e mangas arredondadas recebem aplicações de tachas e spikes, blusas estruturadas tem golas de couro com formato de cintos de jaquetas biker e simulações de alfinetes e detalhes metalizados foram colocados em saias de lãs pesadas. Tudo isso sem perder uma gota de sofisticação.

Ainda tem muito mais PFW esta semana, com marcas que amamos. Fique de olho!

Arrivederci/Au revoir, Beatriz Arvatti.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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