London Fashion Week Inverno 2016 – Part II

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Semana de Moda de Londres chegou ao fim. A segunda metade (se você não viu a primeira parte, leia já aqui!) confirma que os tempos de Normcore deram adeus e foram substituídos por uma explosão de cores, formas e performances!

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Na Burberry, Christopher Bailey segue a trajetória que começou a trilhar há algumas temporadas atrás e que parece estar longe do fim. Os anos 1970 continuam firme e forte no clima folk de luxo desfilado pela marca. Ponchos – releitura do sucesso do inverno passado – franjas, camurça, tapeçaria, patchwork, estampas florais e folclóricas com um ar vintage, bordados, veludos e um pouco de pelúcia certamente serão hit makers da próxima estação, do jeito que o estilista britânico nasceu para fazer.

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A brasileira Barbara Casasola é conhecida por uma moda chic e despretensiosa. E mais uma vez ela cria uma imagem com um certo minimalismo. A silhueta é bastante alongada, graças a túnicas, vestidos plissados e alguns looks monocromáticos. A mulher de Casasola tem atitude relaxada, mas é de uma extrema elegância.

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Sensualidade x Sexualidade. E por que não os dois? Ainda mais vindo de Christopher Kane que nunca faz interpretações óbvias e transforma qualquer tema com sua visão sensível do mundo. E é por isso que ele é um dos estilistas mais queridinhos da LFW.  A apresentação começa bem comportada com maxi blazers e vestidos com detalhes em veludo e alfaiataria refinada. Em seguida ele brinca com aberturas precisas, transparências e tecidos crus. Tudo para que no final do desfile aparecessem looks com ilustrações de corpos nus, resultado de aulas de desenho vivo e desenvolvidos pelo estilista e sua equipe em painéis de seda.

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Para o inverno 2016, os designers por trás da Peter Pilotto entraram no universo dos jogos de tabuleiros e videogames. Ao invés das tradicionais estampas digitais da marca, caminhos e pedras dos jogos percorrem as peças. Mas a explosão de cores continua e os tecidos são bastante decorativos feitos com uma série de texturas e bordados. Destaque para os suéteres grossos combinados com saias de recorte assimétrico que prometem ser must have!

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Mesmo estando em 2015 e a maioria das marcas apresentando desfiles extremamente comercias, algumas delas ainda fazem um show. É o caso da Giles que colocou na passarela uma essência dramática que resultou em uma estética goth-chic. Golas que lembram os rufos, capas, babados e lindas mangas fizeram referência a Inglaterra na época de Elizabeth I e criaram uma coleção sombria, com alguns pontos de luz e que nos leva – arisco-me a dizer que de um jeito prazeroso – aos fantasmas do passado da moda.

Próxima parada: Milão!

Arrivederci, Beatriz Arvatti.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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