NYFW Inverno 2016 – Part IV

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A New York Fashion Week chegou ao fim na última quinta-feira (19.02) e, apesar de já estarmos de olho na próxima semana de moda, ainda nos resta a quarta e última parte da NYFW.

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Michael Kors viajou no túnel do tempo direto para os anos 1940 (com um ar militar) mas com um “quê” dos 1990. A coleção foi construída a partir dos opostos: esplendor e simplicidade, romantismo e rigidez da alfaiataria, feminino e masculino. O resultado foi uma imagem em perfeita harmonia e roupas usáveis em todas as ocasiões e hora do dia. Tricôs confortáveis, vestidos de veludo com lurex e muito pelo, seja em estolas que arrematam o look, ou em punhos da mangas, e claro, em casacos daqueles que você tem vontade de vestir e não tirar nunca mais do corpo.

Proenza Schouler- inv2016-eb

Para o inverno 2016, Proenza Schouler mostrou liberdade criativa e simplicidade extrema em um aparência quase que bruta. Isso devido as texturas densas, tecidos pesados e materiais quase que em seu estado cru. Construções enroladas no corpo – tendência forte desta NYFW -, casacos com corte reto, barras inacabadas e vestidos com recortes laterias de um tom sexy se mostraram totalmente desejáveis na passarela.

Ralph Lauren-inv2016-eb

Com seus quase 50 anos, a Ralph Lauren mostrou que não é necessário se revolucionar a cada estação, muito menos deixar de revisitar seus símbolos clássicos. O próximo inverno da grife traz um folk limpo, com referências western e pitadas étnicas. Apesar da leve sensação de shape esportivo, há também um alfaiataria masculina inesperada, mas que se encaixou perfeitamente no contexto. Franjas se combinam com tricôs, pelos, camurça e brilhos. Os looks, arrematados por chapéus, são de extremo bom gosto e ganharam destaque na reta final da semana.

CK-inv2016-eb

Quem diria, mas até Francisco Costa apresentou propostas dos anos 70 para o inverno da Calvin Klein. Mas claro que dentro do espírito minimal da label e ainda fugindo do óbvio com referências rockers. Saias longas de cintura baixa, pantalonas, tubinhos feitos de uma espécie de patchwork de couro e bolsas com alça longa foram combinados com looks envernizados, recortes geométricos e barras desfiadas.  A ótica continua minimalista e modernista, mas teve uma pequena inovação com a leitura fresh da estética da época.

MarcJacobs-inv2016-eb

Encerrando a semana,  Marc Jacobs cria uma atmosfera sombria, clima que permeou está edição da NYFW. O mood, bastante pertinente, retrata o quão difícil é viver no mundo de hoje. Por isso o mix entre opulência e decadência, excentricidade e constrição, riqueza e pobreza, sensualidade e pudor, prazer e sofrimento, traduzidos em jacquards, bordados, casacos de pelo e alguns alongados sob saias (midi, longas e volumosas) florais, e vestidos transparentes. Tudo em tons o mais escuros possível.  Jacobs colocou na passarela a dicotomia entre o otimismo e o pessimismo de um jeito muito sensível e atraente.

 

Agora é só esperar pela London Fashion Week que começa hoje!

Arrivederci, Beatriz Arvatti.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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