NYFW Inverno 2016 – Part III

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Na terceira parte da NYFW, temos desfiles lindíssimos, daqueles que queremos todas as roupas para já! E ainda a emoção da primeira vez, daquelas que a moda nunca irá esquecer!

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A Tory Burch sempre tem temas étnicos que acabam virando puro desejo. Para o próximo inverno, tapeçarias turcas foram transformadas em saias-lápis, coletes e casacos. A influência marroquina influenciou as estampas geométricas e as tons quentes e terrorosos. Vestidos e saias fluídos foram combinados com botas de salto grosso. Destaque para as bolsas de alça longa e os colares compridos. Um show dos 70’s como manda continuar a tendência!

Rodarte-inv2016-EBO desfile da Rodarte é sempre um dos meus favoritos da semana de moda de Nova York, por causa da construção dos looks nas passarela. O styling é ainda mais forte do que as peças vistas individualmente. E assim como no último verão da marca, o anos 1970 também continuam firme e forte combinados com o disco-glam do finzinho da década e começo dos 80’s. A alfaiataria masculina também entra em cena juntamente com a renda, babados vitorianos, o couro justíssimo em calças e hot pants de cintura alta, xadrez e paetês. Não é nada óbvio e, apesar da inspiração, é super atual, tem identidade e da vontade de ter um de cada.

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A Diesel Black Gold também optou por uma coleção totalmente escura, assim como Alexander Wang. O inverno da marca tem um ar andrógeno, com  jaquetas de couro, casacos estruturados, suéteres e blazeres oversized, amarrações e fivelas presas. O toque feminino deu-se graças as minissaias, combinações de cetim e rendas usados por baixo – ótimo truque de styling para aderirmos!

marcbymarc-inv2016-ebEstão preparados para a notícia da semana? Então se preparem porque de acordo com a Marc by Marc Jacobs, as pochetes estão de volta meu bem! Na passarela, um exército de garotas cool, que estão em busca de um mundo melhor e que vão a luta com roupa de noite. No início os tons são vibrantes e aos poucos vão dando lugar para outros mais fechado. O aparato militar é traduzido em bolsos cargos, zíperes e dragonas. Há elementos de várias décadas: dos 1960 a 1990. É “um passado conhecido, incorporado ao presente para dar cara ao futuro”!


E em fim o desfile mais aguardado da temporada: a estreia de Peter Copping na Oscar de la Renta.  Ele que foi escolhido a dedo pelo estilista fundador da marca, um pouco antes de sua morte, fez uma estreia mais que promissora e totalmente honrosa. Mudanças muito sutis foram notadas, a elegância da label foi mantida e Copping, de uma forma respeitosa, emprestou sua visão mais século 21. Na coleção, peças de twed, crepe e cashmere. Tailleurs, jaquetas de corte reto, saias levemente fluídas e com um volume abaixo do quadril, casacos de alfaiataria e vestidos de noite com tecidos nobres, repletos de texturas e cores vibrantes foram aplaudidos durante minutos ininterruptos ao final. Quanto as estampas, o novo diretor criativo incluiu seu estilo pessoal, mostrando desenhos geométricos, mas manteve os florais e bordados que são marca registrada da grife. Uma linda homenagem ao saudoso Oscar de la Renta.  Vale a pena assistir ao video deste momento marcante na história da moda.

Arrivederci, Beatriz Arvatti.

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Sobre o Autor

Não me lembro quando foi que o universo da Moda me conquistou, as vezes eu acho que eu já nasci amando tudo isso. Hoje sou estudante de moda, mas não me peçam para desenhar ou costurar, meu negócio é escrever! Filmes antigos, anéis, Audrey Hepburn, botas, 90’s, sinceridade, bolo quente, livros, batom e assaltar o guarda-roupa da vó.

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