Box E-Music – Entrevista com Fabrício Peçanha

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Para quem tem dez porcento de envolvimento com a música eletrônica, já deve ter ouvido falar do gaúcho Fabrício Peçanha. Ele viaja de norte à sul do Brasil e pelo mundo levando sua boa música e reforçando o seu nome na cena. Dono de uma carreira sólida com mais de 20 anos de estrada, por onde passa leva centenas, milhares de pessoas que vão apenas para desfrutar de sua música.

Conversamos com ele para saber um pouco mais sobre esse novo projeto, o Fabrício Peçanha Live, para os íntimos, FPLive. O projeto foi criado com a intenção de tocar suas próprias músicas ao vivo, trazendo o improviso e shapes exclusivos para cada noite e também um cenário visual incrível completamente lúdico, simetricamente ajustado para cada track. Toda essa liberdade de improvisação e sets exclusivos depende muito da experiência e da confiança do DJ , coisa que com 20 anos de carreira, Fabrício faz tranquilamente.

 


No “Fabrício Peçanha Live” a responsabilidade dobra tocando ao vivo, como se tivesse comandando uma orquestra, ou é a mesma que tocar como DJ?

O live é totalmente diferente das minhas apresentações como DJ. Nas noites como DJ eu tenho que encaixar músicas, nas apresentações com o projeto live eu tenho que encaixar instrumentos, como se fosse uma banda tocando e eu fosse compondo isso tudo ao vivo. Realmente é bem delicado e precisa da minha total atenção. Mas ao mesmo tempo é gratificante, pelo desafio e pela experiência de viver algo parecido como no estúdio, só que produzindo ao vivo para as pessoas que estão ali na minha frente. É um desafio!

Como a ideia surgiu? E quais foram suas principais referências no planejamento do mesmo?

Eu já tinha essa ideia faz tempo, desde que eu comecei a produzir minhas próprias músicas. Mas pra realizar o Live foram mais de 2 anos de planejamento, porque eu queria algo a mais, queria que o live fosse uma experiência diferente de tudo que vemos por aí, queria que as luzes, vídeos e som fossem uma coisa só, e tudo feito ao vivo. Esse foi nosso grande desafio nesse projeto. Pesquisamos grandes shows, DJs, bandas de rock e tudo mais, acabamos tirando referência de todos e o resultado foi super bacana!

Qual foi a principal meta pensada por você ao criar suas próprias músicas?

A principal meta é fazer uma música bacana, que as pessoas curtam, mas ao mesmo tempo inovar e fazer algo diferente do que escutamos todos os dias por aí. Quero fazer algo que me agrade e que tenha vontade de tocar.

A sincronização do das imagens com as músicas, quanto à arte, teve palpites seus?

Sim, tudo que se refere ao meu trabalho tem palpites meus. Faço questão de me envolver em tudo, mas é claro, sem tirar a liberdade das pessoas que trabalham comigo. Confio muito na minha equipe e sempre escuto atento a todas opiniões!

Quais as lacunas que o Brasil tem que preencher para se consolidar de vez no cenário da música eletrônica?

O Brasil já é uma grande potência da música eletrônica, acredito que as falhas do Brasil pra crescer mais na cena não são na área artística e sim na política, infra-estrutura, etc. Infelizmente a corrupção, violência, falta de educação, falta de saúde, falta de mobilidade e por aí vai, atrapalham todos os setores do pais, inclusive o mercado do entretenimento.

Você já pensa em um novo projeto ou está focado nesse?

Agora estou focado ainda nas minhas produções e projetos em andamento, ainda a muito o que fazer. Mas sempre estou pensando em coisas novas pra explorar, ainda tem muita coisa pra fazer pela frente


 

Veja também algumas fotos feitas do FPLive em ação.

 

E aí, curtiram? Como grande apreciador do estilo, fiquei imensamente feliz de conseguir mais uma entrevista super bacana pra vocês. Bom ver que um DJ que está há tanto tempo no mercado, explore bem sua própria criatividade para revolucionar o mercado, com um pensamento mundial e não somente aqui no Brasil. Vai com tudo, Fabrício! Tks

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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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