Box Fotografia – Alan Vieira

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Hey you! Após as duas entrevistas do Box E-Music com profissionais na área de música, mas especificamente DJs, vamos dar continuidade na área da fotografia, que é paixão mundial, né? Começamos com um querido que conheci exatamente quando convidei para fazer a entrevista, conheci de conversar, pois o trabalho dele eu conheço faz um bom tempo. Ele é o Alan Vieira, catarinense, da Penha, tem 21 anos e cursa fotografia na Univali. As fotografias dele são diferentes de tudo o que vemos comercialmente por aí, se eu bem conheço os leitores, vocês vão amar o seu estilo. Enfim, conheçam um pouco sobre o trabalho dele e algumas dicas que ele dá para os fotógrafos iniciais, assim como eu.

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Qual a diferença das tuas fotos para as convencionais?

Talvez o sentimento que entrego nisso. Cada foto é uma busca pessoal por algo muito simples, mas que faça uma diferença significativa na vida de alguém. É como se eu precisasse preencher uma parte em mim que sente essa necessidade de fotografar, e partindo daí é que eu acredito que existe essa fuga do clichê, do óbvio, daquilo que já foi visto por aqui. Quando eu decidi me dedicar por completo para a fotografia, senti essa vontade de fazer uma diferença no meio em que eu vivo, seguir num caminho diferente daquele que as pessoas que eu conheço estão acostumadas a ir. Falo muito de sentimento, porque é isso que eu gosto de fotografar, sentimentos bons.

Para fotógrafos iniciantes, que máquina fotográfica você indica?

Eu penso sempre que a melhor câmera, para qualquer hora da tua vida, é aquela tu pode ter no momento. Aquela que cabe no teu atual orçamento. Eu comecei fotografando com uma Canon XS, em 2009, porque era o que eu podia ter e cobria bem as minhas necessidades. Hoje eu recomendo para os meus amigos comprarem uma T3i, que também cumpre bem o seu papel. E acredito mesmo é que o teu olhar é quem vai falar mais alto, independente da tua câmera ser a mais top do mercado ou não. Invista em aprendizagem, em ter um bom material pra mostrar. Faça o teu melhor, o resto vem.

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E a sua, que modelo é?

Os meus últimos ensaios foram com a T3i! Como falei, ela se encaixa no que eu posso ter no momento. Eu sonho, sim, em ter uma 5D em mãos, em breve. Mas por hora o que cabe a mim é tirar o maior proveito com aquilo que tenho ao meu dispor.

Teu humor influencia no trabalho do cliente?

Com certeza! Acredito que a forma com que o ensaio vai sendo levado, o bom humor e a naturalidade que tento passar influenciam bastante no que os clientes vão receber em mãos. Eu entrego uma boa porcentagem de prazer nisso tudo, também. Já que do outro lado são olhares atentos, esperançosos, que confiam em mim algo de imensa importância: eternizar um momento. É uma troca sincera e o humor e os sentimentos envolvidos devem ser dos mais sinceros também.

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Fotografia é a paixão de muitos, obviamente, a maioria quer tornar isso como profissão. No teu ponto de vista, a fotografia é rentável? Quais os métodos que você indica para ter sucesso nessa área?

Eu comecei com a fotografia sendo um hobby. Uma tarde com alguns amigos era resumida facilmente em muitas fotos. Isso era o que eu mais gostava de fazer e não passava pela minha cabeça, de forma nenhuma, que eu poderia tirar daí a minha fonte de renda. Foi um processo natural, eu vi que não me sentiria completo se tentasse buscar outro serviço e foi desse momento em diante que eu resolvi me dedicar pra fazer disso a minha profissão. Meus pais não aceitavam logo de cara, me mandavam “trabalhar”, conseguir um emprego em “horário normal”, e parte dessa minha dedicação foi pra poder mostrar pra eles que eu posso, sim, dizer que sou fotógrafo e que ganho o meu dinheiro assim. 2013 foi, e tá sendo importante por isso. É o ano que eu comecei na faculdade e que eu pude trabalhar com aquilo que mais gosto para arcar com as despesas. Posso dizer que é rentável quando o teu empenho e a tua dedicação são verdadeiros e te fazem abrir mão de algumas coisas agora para poder usufruir com maior tempo lá na frente. Não existe um método certo para o sucesso, eu acredito que basta fazer aquilo que tu sabe de melhor e correr atrás dos teus objetivos com toda a força. Não esperem que a realização venha do dinheiro que vocês vão receber, mas sim da bagagem que vocês estarão carregando para toda a vida.

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Maquiagem ou photoshop, qual o mais importante em uma fotografia? Quando há exageros?

A pré-produção é importante. A maquiagem, junto com a luz certa, vai ajudar muito no que veremos depois. E acredito também que a pós-produção tem sua parte relativa de valor. Tudo é feito para somar, para que o resultado final seja o mais bonito possível. Falo da pós-produção mais como uma aliada para que a foto acabe ficando da forma que eu vi na hora que fotografei e como imaginei que seria no fim. Utilizo, na maior parte das vezes, para cuidar da textura, dos tons e da cor da minha foto. Não sou fã de exageros, de tentar passar numa imagem algo diferente daquilo que as pessoas são. Como busco uma maior naturalidade nas fotos, acaba que esse tipo de retoque exagerado nunca é usado. A simplicidade sempre me agrada mais.

 

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O que mais gosta de fotografar? Pessoas, paisagem ou eventos?

Eu gosto muito de retratos. Os meus ensaios são uma das coisas que mais me completam dentro da Fotografia, das melhores sensações que posso sentir. Curto muito fotografar shows também. A troca de energia entre o cantor e o público, esse sentimento de entrega total no palco me fascina muito. Levo os meus trabalhos muito pela parte do sentimento. Acredito que tanto um ensaio quanto um show me trazem os sentimentos mais sinceros e é isso o que eu mais gosto de fotografar.

O que tem mais importância em uma fotografia, luz/sombra ou maquiagem/produção? O que você prefere?

A luz é a base da fotografia. Eu consigo fazer um retrato com o mínimo de produção, maquiagem, e até mesmo com nada disso, mas sem luz não aconteceria. Eu gosto muito de luz natural, mas sempre na máxima de que a melhor luz é aquela disponível no momento.

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O que você acha do Instagram?

Eu acho o Instagram ótimo quando usado na dosagem certa. Geralmente sigo perfis que me impressionam com algumas imagens interessantes de coisas simples, do dia a dia, mas com um olhar bonito sobre. No meu, cada foto lembra algo do meu dia. Gosto dessa ideia de retratar o cotidiano sem muitas pretensões e o Instagram cumpre bem essa função. É um imediatismo que me agrada.


Digital ou Analógica?

Cresci vendo o cuidado que a minha mãe tinha com as fotos (analógicas) da família. Cresci envolvido com isso de alguma forma, mas só tive um contato direto com a fotografia quando ganhei uma câmera digital. Fotografo digitalmente desde então, porém curto e muito todo esse universo analógico. Nas minhas fotos, busco muito a aparência das fotos com filme. A textura, as cores, o aspecto geral, me agrada bastante. Até me imagino daqui um tempo fazendo algum trabalho autoral com uma analógica!

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Abraço!

D.

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Sobre o Autor

CEO do Explosive Box e Publicitário, louco por qualquer tipo de arte que me encante. Também sou editor-chefe das colunas de Moda e Música.

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