Box E-Music – Entrevista com Juan Rodrigues

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Esse é o primeiro post de uma categoria nova que estamos trazendo aqui para o E.B. Assim como eu, acredito que muitos leitores se interessam por fotografia, música eletrônica e de estilos mais alternativos, então, pensando nisso vamos trazer alguns posts relacionados com o assunto. São vários profissionais capacitados que irão contribuir conosco, dentro de uma área que com certeza os deixarão interessados. E pra começar, está aqui uma entrevista com o Dj Juan Rodrigues e se vocês ainda não o conhecem, não deixem de ler!

 

Ele é um dos caras mais influentes na cena da e-music aqui do Rio Grande do Sul e já ganhou vários prêmios relacionados a música eletrônica. Juan Rodrigues já tocou em eventos respeitados como o Planeta Atlântida- RS, e grandes nomes da música, como por exemplo David Guetta e Carola.  E se você também se interessa por esse estilo, que cada vez mais vem ganhando espaço por aqui, confira essa entrevista que eu fiz com ele.

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1-      Quando começou seu interesse pela música eletrônica?  É algo que vem desde cedo, ou foi um interesse repentino?

Meu interesse veio ao brincar com música, fitas e teclados que minha família tinha. Pedi uma guitarra aos 8 anos de presente, porém, nunca aprendi a tocar. Eu queria jogar futebol profissionalmente. Vendi minha guitarra escondido e comprei uma chuteira com a grana, minha mãe ficou triste. Aí me trancaram o futebol porque não ia bem no colégio. Fiquei eu triste. Depois me interessei por Kart, fui motivado pelo meu pai, eu mandava bem, mas logo notamos que era uma brincadeira séria e cara. Pelos 15 anos comecei a fazer festas na minha casa, eu cuidava do som e as pessoas gostavam. Comecei a curtir isso e era o início da internet. Logo comecei a pesquisar sobre “Dj”, profissão e descobri Djs que tocavam música eletrônica na Europa. Começavam as festas no Brasil, tive contato com algumas e me apaixonei.

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2-      No início da carreira, quais foram os Djs que  você  mais curtia escutar e que de certa forma te “inspiraram” a seguir como Dj?
No início eu acompanhava o que rolava em POA em festas alternativas (a e-music na época era pra gente realmente ligada no que rolava fora). Tocavam Eduardo Herrera, Fabrício Peçanha, Double S, Mozart e outros em POA e nas primeiras festas bem produzidas do gênero. Isso em 1998/99… Mas em 97, antes de eu ir a uma festa, fui passar férias em SP e comprei sem saber um CD mixado pelo Richie Hawtin, de uma compilação da revista Mixmag, assinando como Plastickman.

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3-      Durante todos esses anos você já tocou ao lado de grandes nomes da e-music. Quais foram os que você mais gostou?  Tem algum que ainda tenha vontade de apresentar-se junto?
Foram muitos, todos foram legais, já toquei com o mais comercial tipo David Guetta, Deadmau5 e com caras como Seth Troxler, Carola, Jamie Jones, essa galera que faz e toca só sonzeira… Sempre o cara aprende e amadurece, às vezes rola uma conversa, as vezes não. Não tenho muita ambição de tocar com alguém, as coisas geralmente acontecem. O mais legal é saber que em tal festa, tem tal importância, algum big name confirmado e pensaram em você pra compor o line. Essa é a satisfação maior.

4-      Como você vê a cena da música eletrônica no Brasil?

Sempre crescendo, uma galera massa colocando as asinhas pra fora. Mas também tem muito amador confundindo o público, meio e amadurecimento disso tudo. Retarda um pouco… No Brasil é complicado, qualquer coisa. Muito malandro e oportunista.
Mas mesmo assim estamos sempre no melhor momento, quem é bom fica, fica mais forte, entende mais e com mais credibilidade.
Assim, público também define melhor o que escolher como referência, desde sites, blogs, clubs, festivais e raves. Falar em CENA, envolve muita coisa.

 

5-       Qual seu estilo? 

Não tenho estilo… escuto de tudo e separo o que eu acho bom.
Talvez, meu estilo seria: “Um dj que olha pra pista, identifica o que precisa acontecer e faz isso com o material que tem disponível dentro do seu gosto e vontade de informar o púbico.”

 

6-      A vibe do lugar em que se toca é essencial  para uma boa apresentação, não é mesmo?! Quais lugares que você mais curte tocar?
Com certeza… Cada club tem uma alma/vibe… Os que eu mais gosto são os que se dedicam e direcionam o público para o lado da música, arte, moda, comportamento e atitude. Geralmente nesses, é possível fazer um trabalho mais elaborado, informar a galera e ser percebido e reconhecido profissionalmente. Poderia citar clubs como Warung, Vibe, D-edge, BeeHive, Place Lounge, Amazon, Moinho Pub, Havana, a festa Colours… entre outros.

 

7-      E para terminar, percebemos que você é um dos Djs mais conceituados e competentes na cena eletrônica do RS e também do Brasil e que participa de alguns projetos ligados à essa área. Quais são eles? Tem em mente trabalhar em algo novo?

Eu sempre estou aí trabalhando né?! Me envolvo com várias coisas como a direção artística da BeeHive e Hija, Intervalo Atlântida (projeto que leva entre outras coisas, a e-music para as escolas), contribuo para alguns sites e também ajudo alguns amigos com suas festas e clubs quando posso.
Logo logo, sai aí uma produção minha aí… Nesse momento estou focado nessas responsabilidades e na minha carreira.

 

Se vocês curtiram e quiserem conferir um pouco mais sobre o trabalho dele, aqui estão os links:

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Espero que vocês tenham gostado, e aguardem mais posts desse estilo logo mais. E gostaria de agradecer ao Juan pela disponibilidade e parceria de sempre.

Beijos, Vick.

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Sobre o Autor

O universo da escrita me fascina, e aliado à arquitetura e decoração me encanta ainda mais. Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo e fundadora deste site, quero trazer à vocês o melhor conteúdo sobre algumas das minhas paixões. 20 anos e com uma vontade imensa de desbravar o que o mundo tem a me oferecer.

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